mozar's profileMOZARMSPhotosBlogListsMore Tools Help
November 27

CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMO

 

Clara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem o espaço em movimentadas ruas.

Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.

A fim de respeitar as leis, e de não colocar em risco a sua vida, ela costumava cruzar apenas nas esquinas onde havia semáforo para os carros, mesmo que isso aumentasse em alguns metros a sua caminhada.

Observava, no entanto, entristecida, que a grande maioria dos pedestres, sem cuidado algum, cruzava a rua correndo grande perigo.

Há poucos meses, viu, com alegria, a Prefeitura providenciar  a instalação de semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Com certeza isso mostrava respeito do poder público para com o cidadão.

No entanto, observou que tais sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Era só uma questão de tempo, pensava ela, pois todos começariam a prestar atenção.

Várias semanas depois, percebeu que os transeuntes, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança.

Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada. Compadeceu-se da criança que, desde cedo, convivia com falta de amor materno.

Dia desses resolveu contar no relógio o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!

E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto. Pensou em escrever à Prefeitura e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo ponderou consigo mesma que o cidadão também deve fazer a sua parte.

Continuou a esperar, pacientemente, a sua vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal, pois para ela não havia outro comportamento aceitável para um cidadão.

                                                        * * *

Muito se fala em cidadania. Segundo o dicionário, cidadania é a condição de cidadão, que é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.

Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.

Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos.

Em um país todos estão sujeitos à constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos.

Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, nosso compatriota.

                                                         * * *

E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres?

Como você se comporta diariamente em sua comunidade?

Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam.

Redação do Momento Espírita.

November 26

A SUA TAREFA

 

Deus dotou os Espíritos do princípio de todos os dons.

Entretanto, os criou em estado de simplicidade e ignorância.

Cada um deve desenvolver a própria potencialidade, por seu mérito e esforço.

Nesse processo de aprendizado, a Terra funciona como um educandário.

Os Espíritos que se situam em determinada faixa evolutiva nela encarnam para terem as experiências de que necessitam.

A vida humana não é feita de acasos.

A família em que se nasce, o meio social em que se vive, certas experiências marcantes, tudo isso é planejado.

Antes de encarnar, o Espírito é auxiliado a perceber suas dificuldades e se dispõe a enfrentá-las.

Ele verifica as áreas em que necessita burilar-se e programa a próxima existência terrena.

Assim, quem se deixou tomar pelo orgulho encaminha-se para uma vida obscura.

Aquele que chafurdou na promiscuidade enfrenta bloqueios e complexos na área da sexualidade.

O rico avarento do passado programa viver a experiência da pobreza.

O mau patrão retempera-se na condição de modesto e sofrido empregado.

Quem não amparou devidamente seus filhos pede para viver na condição de órfão.

Outros ressurgem em posições de destaque, a fim de se dedicarem à causa do bem.

Tentados por facilidades e distrações, necessitam encontrar forças para utilizar seus recursos em favor do próximo.

A beleza, o poder e a fortuna são provas difíceis, pois freqüentemente instigam o orgulho e o egoísmo.

Muitos fracassam quando passam por tais experiências.

Mas a realidade é que a vida terrena destina-se a promover o aprimoramento do caráter e do intelecto.

Ela é fruto de um sério planejamento.

Entretanto, nem tudo está pré-determinado.

O livre-arbítrio é preservado e cada um responde pelas resoluções que toma e pelos atos que pratica.

Do mesmo modo, nem todas as ocorrências são antecipadamente previstas.

As pessoas com quem se convive não são necessariamente partícipes de um passado comum.

Alguns problemas, dores, desgostos e enfermidades são inerentes ao viver terreno.

A maioria dos desconfortos e transtornos são frutos de imprevidência atual.

Quem se permite atitudes antipáticas e rudes transforma meros conhecidos em desafetos.

O certo é que o Espírito é inserido em dado contexto, no qual se defronta com situações que precisa resolver.

Freqüentemente, uma criatura inveja a sorte de outra.

Os problemas alheios sempre parecem de fácil solução.

As dores dos outros nunca se afiguram muito graves para o observador.

Mas cada qual vive o que necessita.

As próprias tarefas são difíceis porque correspondem a áreas de dificuldade.

Para seguir adiante, é necessário fazer a lição do momento.

Assim, pare de se debater com as exigências de sua vida.

Não procure fugir de seus problemas e aflições.

Dedique-se antes a resolvê-los, a fim de libertar-se deles.

Se a vida lhe pede paciência em face de situações inelutáveis, seja paciente.

Perante um familiar ou um chefe difícil, exercite a tolerância.

Comporte-se como um estudante que deseja passar de ano.

Cesse as reclamações e faça a lição.

Pelas dificuldades que você enfrenta, pode perceber quais são suas deficiências evolutivas.

Empenhe-se firmemente em burilar o seu caráter.

Adote um patamar nobre de conduta e jamais se afaste dele.

Você nasceu para amealhar virtudes, para ser digno e bondoso.

Essa é a sua tarefa.

Pense nisso.

 

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

November 25

SOLIDÃO E CONSCIÊNCIA

 

Nesta época em que vivemos, a sensação é que jamais estamos sós. Cercados por gente em ônibus, metrôs, aviões, locais de trabalho e ruas. Entretanto, nunca fomos tão solitários.

E quanto mais nos cercamos de gente, de barulho, de tarefas, mais se agrava a sensação de que estamos sós. Parece contraditório?

Parece sim. Mas não há contradição. Porque estar em companhia de alguém é muito mais do que estar ao lado da pessoa.

Muitas vezes a presença física está lá, mas a alma já escapou para um lugar distante.

Um dos maiores compositores da Humanidade, Giuseppe Verdi, criou uma imagem fascinante para as pessoas que vivem cercadas de gente, em festas cheias de risos e de  alegria, mas que se sentem caminhando sós pelo Mundo.

Está na ópera La traviata. É quando a personagem Violeta fala que é uma mulher sozinha em um populoso deserto.

Quantas vezes nos sentimos em um deserto habitado por gente estranha!

Sim, em nossa vida raramente temos pessoas que pensam igual a nós.

Aqui e ali temos afinidades e pontos em comum, mas a trajetória da alma é solitária. Nossas descobertas, vitórias e frustrações são intransferíveis.

Em nosso caminho para Deus estabelecemos diálogos que dizem respeito apenas a nós mesmos.

Processos pessoais, momentos puramente individuais em que a voz da consciência ressoa em nossa alma com exatidão... Com rara sinceridade.

Por melhores sejam os amigos, eles não nos dirão as verdades como a nossa própria consciência o faz.

O amigo não vai desejar nos ofender, maltratar ou irritar. Por isso, ele tentará minimizar a dura verdade.

Mas a consciência, não. Ela nos apresenta uma avaliação rigorosa de nossos atos. Ela nos põe diante de nós mesmos.

Tudo muito naturalmente. E sequer conseguimos contestar essa avaliação criteriosa.

Então, por que temer a solidão? É quando silencia o mundo à nossa volta que conseguimos ouvir a voz da consciência.

O homem sábio muitas vezes busca o deserto, a quietude, o silêncio, a fim de se encontrar consigo mesmo, de voltar-se para Deus.

Há tempo para tudo, ensina o Eclesiastes, um dos livros bíblicos. Tempo de semear, tempo de colher, tempo de falar, tempo de silenciar também.

Silenciar para ouvir os sons da alma, os conselhos do coração.

Então, se a vida lhe oferece a solidão, acolha-a como um presente. Aproveite cada minuto para reflexões. Encare tudo como oportunidade de aprendizado.

Há tanta gente imersa em ruídos, sufocada por conversas maledicentes ou pelo som de risadas irônicas. Há tanta gente cercada de pessoas mas com o coração amargurado, oprimido, vazio.

Por isso, não lamente a falta de companhia do Mundo. Busque na sua solidão a mão amiga de Deus.

                                                                 *  *  *

Enquanto você se crê solitário e triste, frustrado nos anseios que acalentava, perde os olhos nas tintas carregadas do pessimismo e não vê aqueles olhos que o fitam inquietos, desejando se acercar de você, sem oportunidade de poder fazê-lo.

Pense nisso!


 

Redação do Momento Espírita.

November 24

FERRARI

 

O balanço

 

Um balanço ao vento se move suavemente.

Não se vê chão, não se vê céu... Apenas um movimento ritmado para frente... para trás...

Juliana tem 13 anos e está feliz como nunca.

Mais forte, papai! – Diz ela, eufórica.

Naquele momento inesquecível, a paisagem se apaga para ela. Some em meio à alegria de estar com quem se ama.

Seu sorriso de criança encontra o ar leve, perfumado.

Seus ouvidos se deleitam com a voz tranquila do pai amado. Ela se sente segura, como nunca antes se sentira.

O balanço vai diminuindo o ritmo, e quando está prestes a parar ela percebe que o pai está diante do seu rosto.

Como ele é bonito... – ela pensa. Uma beleza especial, que está mais dentro do coração da filha, do que nos olhos do mundo.

Filha... Você precisa voltar. – Diz o homem ternamente.

Mas eu não quero, papai... – Responde ela com voz de cristal.

Eu sei, meu amor... Mas você precisa voltar.

Ela começa a chorar... O choro da brincadeira que acaba tão cedo. O choro da vontade de continuar ali.

A menina acorda em pranto.

Era um sonho! – Pensa ela. Mas parecia tão real...

Sente um aperto forte no peito e não consegue identificar o que é.

É a saudade... – diz uma pequena voz em sua cabeça.

Sim, era a saudade do pai, do amor que havia partido quando tinha apenas 3 anos de idade.

Ela já havia sonhado com ele várias vezes, mas dessa vez foi inesquecível. Tão especial que, a partir desse dia, ela aprendeu a chamar aqueles sonhos de visitas.

Todo balanço que vê, ativa sua memória, acelera seu coração, pois faz lembrar de um grande amor que esteve na Terra com ela, durante pouco tempo, mas que ainda a visita sempre.

                                                           *   *   *

Por onde andam os amores que não mais estão aqui conosco?

Se aprendemos que o amor une ao invés de afastar, por que crer na distância da morte?

Sim, a morte não nos separa. Talvez um breve afastamento físico, mas nunca o afastamento das almas.

Os que nos amam continuam ao nosso lado, e se partiram antes, quase sempre se tornam companheiros anônimos e invisíveis dos nossos dias.

São eles, muitas vezes, que nos trazem as forças que precisamos para continuar, o carinho dos bons conselhos ou os puxões de orelha amorosos.

Em espírito nos acompanham, oram e vibram por nós, da mesma forma que fariam se estivessem ainda encarnados.

A morte não muda o amor. A distância não é impedimento para o carinho.

Eles estão mais perto do que imaginamos, e neste grande ir e vir do planeta, logo mais estaremos juntos uma vez mais.

Estaremos juntos lá, pois nunca sabemos quanto tempo ainda temos, ou mesmo aqui, lembrando que a reencarnação é uma das Leis maiores do Universo.

 

Redação do Momento Espírita.

November 23

OFÍCIO PATERNO

 

Conta-se que um homem, ainda jovem, querendo saber o segredo de ser um bom pai, foi visitar um sábio que vivia numa alta montanha. Sendo recebido por ele, foi logo expondo o seu problema.

- Estou aqui porque preciso da sua orientação. Não sei bem como lidar com meus filhos. Se sou severo com eles, acusam-me de ser ditador, se sou atencioso, gentil, tomam-me por fraco... Amigo, me diga qual é a melhor forma de criar os filhos!

O sábio ouviu-o atentamente e limitou-se a entregar-lhe um cinzel e um bloco de madeira, dizendo:

- Pega isso, filho, e leva contigo. Quando tiveres esculpido uma obra de valor, traga-a aqui e terás a resposta que procura.

O jovem pai olhou-o surpreso. Não quis ser descortês com quem lhe dispensara um pouco do seu tempo e fizera a gentileza de recebê-lo em sua casa. Meio decepcionado, pegou o que o sábio lhe oferecia, levantou-se e saiu.

Mais entristecido do que nunca, chegou em casa cabisbaixo. Os filhos logo o cercaram querendo saber para que serviam aqueles instrumentos. Ele se deixou envolver pela alegria contagiante das crianças e logo se viu sentado entre elas tentando esculpir na madeira.

Passaram-se os dias, quase sem ele perceber. Conseguira concluir sua obra! Então, subiu novamente a montanha e, orgulhoso, apresentou ao sábio o resultado de seus esforços.

Tomando a escultura nas mãos, o sábio observou e apreciou cada detalhe.

- Muito bem, disse ele dirigindo-se ao pai. - Ao esculpir a madeira, como eram os golpes que você dava com o cinzel? Fortes ou fracos?

- No início eu dava golpes duros, secos, desajeitados. Percebi que isso prejudicava a madeira.

Mas fui aos poucos adquirindo prática e, então, fui aprendendo a golpear com menos força, a usar melhor o cinzel, a tirar somente as lascas que fossem necessárias. Aprendi a conhecer a madeira, a amar a obra. Conseguia visualizar quão bela seria mesmo antes de ela tomar forma.

Aprendi a respeitar suas limitações, e as minhas, a saber que para cada obra é necessário um tipo de madeira, que é preciso paciência, cuidado com os detalhes, saber olhar. Aprendi que outros podem me ajudar, mas cabe a mim a tarefa de terminar. Aprendi a não esperar a perfeição, visto que meus próprios esforços são imperfeitos, e que muitas vezes ainda vou errar. Aprendi que, mesmo se houvesse um modelo a seguir, cada obra é única, não aceita imitação.

Aprendi que a beleza já reside na madeira, minha função é apenas ajudá-la a vir para fora. Aprendi que por detrás de uma aparência rude, descuidada e até danificada, pode estar uma madeira nobre, precisando de reparos, que pode ser recuperada se souber trabalhar nela com carinho. Aprendi a olhar para dentro de mim mesmo, mas a não permanecer apenas lá. Aprendi que quanto mais perto de Deus me sentir, mais passo isso para o que estou fazendo. Aprendi que estou aqui para aprender mais do que para ensinar...

- Muito bem, meu amigo, concluiu o sábio - Aprendestes o ofício paterno. Aprendestes a ser Pai!

                                                         * * *

Não deixe que seus medos tornem-se obstáculos no caminho dos seus sonhos, solte-se e deixe a alegria de viver moldar sua vida na proporção exata para atingir os fins, assim como esse pai aprendeu o ofício paterno.

PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE

* * *

 

Este texto foi publicado também na

Revista Espírita HARMONIA, nº. 178

November 22

OS PORTÕES DE CHEGADA

 

Cada abraço daqueles guarda uma história diferente...

Cada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua...

Se você nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas – desconhecidos numa multidão - esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, não tenha medo de perceber da próxima vez, a magia de um momento, de um lugar.

Falamos dos portões de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos notar claramente a presença grandiosa do amor.

Invisível, quase imperceptível, ali ele está com toda sua sublimidade.

Nas declarações silenciosas de um olhar tímido. No calor ameno de um abraço apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para explicá-lo.

Na oração de três segundos elevada ao alto - agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente querido que retorna.

Richard Curtis, que assina a produção cinematográfica de nome “Love actually” – traduzida no Brasil como “Simplesmente amor”, traz essas cenas com uma visão muito poética e inspirada.

O autor oferece na primeira e última cenas do filme exatamente a contemplação dos portões de chegada de um aeroporto, e de seu belíssimo espetáculo representando a essência do amor.

Ouve-se um narrador nos primeiros segundos, confessando que toda vez que a vida se lhe mostrava triste, sem graça, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles portões, e ali encontrava o “amor por toda parte”.

Seu coração alcançava uma paz, um alívio, em notar que o amor ainda existia, e que ainda havia esperança para o mundo.

Isso tudo pode parecer um tanto “poético” demais para os mais práticos, é certo.

Assim, a melhor forma de compreender a situação proposta é a própria vivência.

Sugerimos que faça a experiência de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si mesmo, seja na espera de aviões ou outros meios de transporte coletivos.

Propomos que parta de uma posição mais analítica, de início, com algumas pitadas de curiosidade:

“Que grau de parentesco possuem aquelas pessoas?” - “Há quanto tempo não se vêem?” - “De onde chegam?”

Ou, quem sabe, sobre outros: “Que histórias têm para contar!” - “O que irão narrar por primeiro ao saírem dali? Sobre a família, sobre a viagem, sobre a espera em outro aeroporto?”

Ao perceber lágrimas em alguns olhos, questione: “De onde elas vêm?” - “Há quanto tempo não se encontram?” - “Que felicidade não existe dentro da alma naquele momento!”

Por fim, reflita:

“Por quanto tempo aquele instante irá ficar guardado na memória!”. O instante do reencontro...

Tudo isso poderá nos levar a uma analogia final, a uma nova questão: não seria a Terra um imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que não param, constantes, inevitáveis?

Pensando nos portões de chegada na Terra, lembramos dos bebês, que abraçamos ao nascerem, com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.

Choramos de alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes este choro é de gratidão pela oportunidade do reencontro.

É um antigo amor que, por vezes, volta ao nosso lar através da reencarnação.

Pensando agora nos portões de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.

Mas este sentir poderá ser também feliz!

Como o sentimento que invade uma mãe ou um pai que dá adeus a um filho que logo embarcará em direção a outro país, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem, de estudo, ou profissional.

Choram sim, de saudade, mas o sentimento que predomina no bom coração dos pais é a felicidade pela oportunidade que estão recebendo, pois têm consciência de que aquilo é o melhor para ele no momento.

                                                                * * *

Vivemos no aeroporto Terra.

Todos os dias milhares partem, milhares chegam.

Chegadas e partidas são inevitáveis.

O que podemos mudar é a forma de observá-las.

 

Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. Os portões de chegada, do livro  O que as águas não refletem, de Andrey Cechelero.

November 21

NOSSOS SONHOS

 

Você sonhou esta noite? Não se recorda?

O que é o sonho? Ele é o produto da liberdade que goza a alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa.

O sonho pode ser dividido em três categorias principais. O primeiro é o chamado sonho ordinário ou cerebral. É simplesmente o reflexo das impressões e imagens arquivadas no cérebro durante o período de vigília.

Ao adormecermos, tais imagens se liberam sem direção consciente e então temos cenas indecisas, sem sentido, sem coordenação. E que permanecem na memória.

Estados de sofrimento ou de doenças, facilitando o desprendimento do Espírito, aumentam ainda mais a incoerência e a intensidade dos sonhos. As impressões e imagens se chocam e se confundem.

A segunda categoria se dá quando o Espírito flutua na atmosfera, sem se afastar muito do corpo. Mergulha no oceano dos pensamentos e imagens que rolam, de todos os lados, pelo espaço.

Aí colhe impressões confusas. Tem estranhas visões. Sonhos inexplicáveis.

Também pode, nesse estado, mergulhar no passado, rever acontecimentos desta ou de anteriores vidas.

Esses sonhos, de uma infinita diversidade, conforme o grau de liberdade do Espírito, afetam sobretudo o cérebro físico. É por isso que deles conservamos a lembrança ao despertar.

O sonho profundo ou sonho espírita se dá quando o Espírito fica mais livre do corpo. Desprende-se da matéria e vai ao encontro dos seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais.

Também pode se encontrar, nesse estado, com outras almas, no momento encarnadas na Terra. Desses sonhos, o Espírito conserva impressões, que nem sempre afetam o cérebro físico.

Mas se gravam na consciência e depois surgem, no transcorrer dos dias, como pressentimentos, intuições, etc.

É por isso que o provérbio diz: A noite é boa conselheira.

São também registrados, com frequência, fenômenos de premonição durante os sonhos.

A mulher de Júlio César sonha com o assassínio do marido e tudo faz para que ele não vá ao Senado, naquele dia.

Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos, sonhou que se achava em uma calma como de morte. Ouviu soluços. Percorreu várias salas e no centro de uma delas viu um corpo deitado, vestido de preto, guardado por soldados. Enorme multidão chorava.

Quem morreu na Casa Branca? - perguntou. Um soldado respondeu: O Presidente. Foi assassinado. Pouco tempo depois ele morria assassinado.

E os pesadelos? São produto dos nossos desejos, recordações ou experiências espirituais inferiores, devido a um estado mental conturbado.

O maior antídoto contra os pesadelos é buscar manter o pensamento e a vontade ligados no bem. Uma boa vivência diária, uma boa leitura antes de dormir, oração sentida são excelentes recursos para termos bons sonhos.

Ainda uma vez, quem vive o bem, também sonha o bem.

                                                          * * *

Os sonhos não são verdadeiros como entendem os ledores da sorte.

É absurdo, pois, pensar que sonhar com uma coisa anuncia outra.

As preocupações do dia podem dar àquilo que se vê em sonhos, a aparência do que se deseja ou se tem medo. É um efeito da imaginação.

As interpretações supersticiosas, que pretendem relacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, devem ser repudiadas.

Gasta-se com isso preciosos recursos e oportunidades da existência.

 

Redação do Momento Espírita com base nos itens 400 a 412 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb; no cap. 13 do livro No invisível, de Léon Denis, ed. Feb e no cap. 30 do livro Conduta espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb.

November 20

Altruísmo

 

Luiz Moreau Gottschalk, um célebre pianista e compositor, visitando certa vez a cidade de Kingston, na Jamaica, entrou em um templo exatamente no momento em que se realizava um culto.

O pastor falava a respeito da caridade. Pintava com imagens fortes o estado a que tinham ficado reduzidas algumas famílias de uns pobres náufragos perdidos, naqueles dias, durante uma grande tempestade no mar.

O ministro usava toda a sua eloquência para comover o auditório, pedindo contribuições para remediar tanta desgraça.

Eram crianças órfãs, sem alimento. Eram viúvas, sem abrigo. Eram mães idosas, sem ninguém mais que olhasse por elas.

Comovido, o compositor acercou-se de um órgão, num dos ângulos do templo, sentou-se e deixou correr as mãos sobre o teclado.

Uma melodia de sabor religioso, tênue, triste, apaixonada, que parecia um coro sublime, começou a envolver a assembléia.

A suavidade da composição era tal que não impedia que todos continuassem a ouvir a voz do pregador que, dominado pela inspiração da música, ardorosamente foi tecendo imagens, evocando Jesus e a necessidade de amar o próximo.

Finalmente, ele concluiu a sua fala, fascinado, como todos os circunstantes, pelas deliciosas harmonias que saíam do órgão.

A música foi se perdendo em notas divinas e terminou. Então, o próprio pianista tomou seu chapéu, nele depositou algumas moedas, percorreu todos os bancos, recebendo dos presentes valiosos donativos.

Quando chegou ao último banco, no fundo do templo, viu uma senhora muito idosa, alquebrada pelos anos, que trazia o rosto sulcado por lágrimas.

Seria mãe de um dos náufragos? Uma viúva?

Sem pestanejar, ele esvaziou o chapéu no colo da senhora e desapareceu, porta afora.

                                                     *   *   *

Onde anda a miséria? Por vezes, empreendemos campanhas a favor de necessitados a respeito dos quais ouvimos falar e que se encontram distantes de nós.

Muito justo e meritório. No entanto é importante dar uma olhada ao nosso redor.

Existem pessoas muito necessitadas, mas que sofrem caladas, constrangidas de expor as suas dificuldades. Por isso mesmo, ensina o evangelho que o verdadeiro homem de bem é aquele que vai ao encontro da necessidade, sem esperar que a miséria lhe bata à porta.

Para isso, é preciso ter sensibilidade e voltar os olhos para os palcos do sofrimento.

Mesmo porque existem criaturas que, por sua própria condição, sequer podem estender mãos para pedir, pois os braços estão paralisados.

Há os que não podem erguer a voz para suplicar, porque a tem afogada na garganta, pelas lágrimas da dor que nunca cessa.

Há os que desejariam alcançar alguém que os auxiliasse, entretanto, as pernas lhes impedem andar.

                                                                  *   *   *

A obra do bem em favor de todos precisa de muitos braços e não exige títulos universitários ou recursos financeiros.

Aguarda, simplesmente, a vontade em ação, um coração que sente, uma mente que idealiza, braços fortes que ajam, desde agora, antes que a fome se transforme em enfermidade e a carência em miséria extrema.

 

Redação do Momento Espírita com base no artigo Altruísmo

de um grande músico, publicado no boletim semanal

Luz do evangelho, de 10.03.2001.

COMO SER AGRADÁVEL!

 

Um jardineiro tratava com cuidado da propriedade de influente juiz de Direito.

Pouco se falavam, e sua relação beirava a frieza.

O juiz raras vezes se dirigia àquele empregado para transmitir alguma orientação mas, naquele dia, foi ao seu encontro para dar sugestões sobre onde plantar uma e outra árvore.

As orientações foram passadas de forma direta, séria, sem rodeios e gentileza.

Num determinado momento, mudando o rumo da conversa, o jardineiro disse:

Sr. Juiz, o senhor tem uma excelente distração! Estive admirando seus lindos cães. Penso que o senhor já conseguiu vários primeiros lugares em exposições!

O efeito dessa pequena dose de apreciação foi grande.

Sim. - respondeu o juiz, esboçando sorriso orgulhoso. Os meus cães me servem de excelente distração. Gostaria de ver o meu canil?

Passou quase uma hora mostrando-lhe os cães e os prêmios que eles tinham recebido.

Ele mesmo foi buscar os pedigrees e explicou os cruzamentos responsáveis por tanta beleza e inteligência.

Depois de um tempo, o juiz, de cenho já muito modificado, virou-se para o jardineiro e perguntou:

Tem algum filhinho?

A pergunta pegou o jardineiro de surpresa, pois nunca antes lhe havia sido feito um questionamento pessoal.

Sim, tenho. - respondeu, timidamente.

Bem, ele não gostaria de um cachorrinho?

Oh, o seu contentamento não teria limites! - afirmou o homem com sorriso nos olhos.

Pois bem, vou dar-lhe um. - disse o juiz.

Então começou a ensinar como alimentar o cãozinho. Parou um pouco.

Você esquecerá de tudo quanto eu lhe disser. É melhor que eu escreva.

O juiz entrou, escreveu à máquina o pedigree e as instruções sobre alimentação e as entregou ao jardineiro, junto com o cachorrinho valioso.

Gastou mais de uma hora de seu tempo explicando, ensinando, pois havia sido conquistado pelo comportamento agradável daquele homem simples.

Analisando melhor toda cena, veremos que o jardineiro nada mais fez do que um rápido elogio, proferindo algumas palavras agradáveis ao outro.

O juiz, sentindo-se valorizado, teve prazer em estender a conversa e ainda deixou brotar em si um sentimento de fraternidade, pensando no outro, em seu filho, terminando por lhe oferecer um presente.

                                                            *  *  *

Gentileza gera gentileza.

Ser agradável contagia e derruba qualquer cenho carregado, qualquer mau humor momentâneo.

Numa sociedade onde tantas palavras desagradáveis correm soltas aqui e ali, onde tantas reclamações e xingamentos incendeiam os ânimos e machucam as almas, faz-se importante aprender a ser agradável.

Ser agradável sempre, independente da situação que estejamos vivendo, independente de como estamos sendo tratados e recebidos.

Agindo assim filtramos o ambiente pesado do mundo, e espalhamos o perfume da fraternidade.

Tal comportamento traz sempre frutos bons e surpreendentes pois representa, em sua essência, o amor.

 

Redação do Momento Espírita inspirado no cap. 6, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.

 
Public folders
02 de junho
02 de junho
Ano Novo 2009
Ano Novo 2009
ARMAS BRANCAS
ARMAS BRANCAS
ARMAS DE FOGO ESTRANHAS
ARMAS DE FOGO ESTRANHAS
Blog Images
Blog Images
Blog Images
Blog Images
Blog Images
Blog Images
Blog Images (2)
Blog Images (2)
CELULAR - TOQUES
CELULAR - TOQUES
ESPIRITAS - PRECES EM MP3
ESPIRITAS - PRECES EM MP3
FAMÍLIA
FAMÍLIA
Férias 2009
Férias 2009
Festa de Encerramento do Rallye 2008
Festa de Encerramento do Rallye 2008
FLASH BACK REMIX - DJ ALVARO
FLASH BACK REMIX - DJ ALVARO
Imagens
Imagens
IMAGENS BITMAP
IMAGENS BITMAP
IMAGENS DE FLORES
IMAGENS DE FLORES
IMAGENS GIFs
IMAGENS GIFs
IMAGENS JESUS CRISTO
IMAGENS JESUS CRISTO
IMAGENS JPEG
IMAGENS JPEG
LIVROS - TRATAMENTOS ALTERNATIVOS
LIVROS - TRATAMENTOS ALTERNATIVOS
LIVROS ASTROLOGIA
LIVROS ASTROLOGIA
LIVROS DE AGATHA CHRISTIE
LIVROS DE AGATHA CHRISTIE
LIVROS DE ALLAN POE
LIVROS DE ALLAN POE
LIVROS DE MACHADO DE ASSIS
LIVROS DE MACHADO DE ASSIS
LIVROS DE MOACYR SCLIAR
LIVROS DE MOACYR SCLIAR
LIVROS DE STEPHEN KING
LIVROS DE STEPHEN KING
LIVROS EM MP3
LIVROS EM MP3
LIVROS ESPÍRITAS
LIVROS ESPÍRITAS
LIVROS ESPIRITUALISTAS
LIVROS ESPIRITUALISTAS
LIVROS EVANGÉLICOS
LIVROS EVANGÉLICOS
LIVROS HARRY POTTER
LIVROS HARRY POTTER
LIVROS INFANTO-JUVENIS
LIVROS INFANTO-JUVENIS
LIVROS SENHOR DOS ANEIS
LIVROS SENHOR DOS ANEIS
MENSAGENS EM MP3
MENSAGENS EM MP3
MEUS LIVROS E DE AUTORES DIVERSOS
MEUS LIVROS E DE AUTORES DIVERSOS
MINHAS PPS
MINHAS PPS
MOMENTO ESPÍRITA EM MP3
MOMENTO ESPÍRITA EM MP3
MÚSICA - AS MAIS BELAS VALSAS
MÚSICA - AS MAIS BELAS VALSAS
MÚSICA - MENUDO - EL REENCUENTRO
MÚSICA - MENUDO - EL REENCUENTRO
MÚSICA AVE MARIA - INSTRUMENTAL
MÚSICA AVE MARIA - INSTRUMENTAL
MÚSICA ELETRÔNICA
MÚSICA ELETRÔNICA
MÚSICA EVANGÉLICA
MÚSICA EVANGÉLICA
MÚSICA FLASH BACK
MÚSICA FLASH BACK
MÚSICA FLASH BACK ANOS 80
MÚSICA FLASH BACK ANOS 80
MÚSICA PARA MEDITAÇÃO - FLAUTA PAN
MÚSICA PARA MEDITAÇÃO - FLAUTA PAN
MÚSICAS
MÚSICAS
MÚSICAS - JOVEM PAN - NA BALADA
MÚSICAS - JOVEM PAN - NA BALADA
MÚSICAS - SUMMER HITS
MÚSICAS - SUMMER HITS
MÚSICAS ANOS 60, 70, 80
MÚSICAS ANOS 60, 70, 80
MÚSICAS BALADAS
MÚSICAS BALADAS
MÚSICAS CLÁSSICAS EM MIDI
MÚSICAS CLÁSSICAS EM MIDI
Músicas de Carnaval
Músicas de Carnaval
MÚSICAS DE QUADRILHA
MÚSICAS DE QUADRILHA
Músicas de Sambas Enredo
Músicas de Sambas Enredo
MÚSICAS ESPÍRITAS
MÚSICAS ESPÍRITAS
MÚSICAS ESPIRITAS EM MP3
MÚSICAS ESPIRITAS EM MP3
MÚSICAS HITS 2009
MÚSICAS HITS 2009
MÚSICAS IMORTAIS DO CINEMA
MÚSICAS IMORTAIS DO CINEMA
MÚSICAS MIDIS INSTRUMENTAIS
MÚSICAS MIDIS INSTRUMENTAIS
MÚSICAS MIDIs INTERNACIONAIS
MÚSICAS MIDIs INTERNACIONAIS
MÚSICAS MIDIs NACIONAIS
MÚSICAS MIDIs NACIONAIS
MÚSICAS MPB
MÚSICAS MPB
Natal 2008
Natal 2008
OLYMPIC EXPERIENCE
OLYMPIC EXPERIENCE
Passeio Etílico 2009 - Campo Belo
Passeio Etílico 2009 - Campo Belo
PPS DA ORDEM DO GRAAL
PPS DA ORDEM DO GRAAL
PPS DE MÚSICAS COM TRADUÇÃO
PPS DE MÚSICAS COM TRADUÇÃO
PPS DE TERCEIROS - COMPORTAMENTO
PPS DE TERCEIROS - COMPORTAMENTO
PPS DE TERCEIROS - ENSINAMENTOS
PPS DE TERCEIROS - ENSINAMENTOS
PPS DE TERCEIROS - ESPIRITUAIS
PPS DE TERCEIROS - ESPIRITUAIS
PPS DE TERCEIROS - FELICIDADE
PPS DE TERCEIROS - FELICIDADE
PPS DE TERCEIROS - LUGARES
PPS DE TERCEIROS - LUGARES
PPS DE TERCEIROS - OCASIÕES
PPS DE TERCEIROS - OCASIÕES
PPS DE TERCEIROS - RELIGIOSAS
PPS DE TERCEIROS - RELIGIOSAS
PPS DE TERCEIROS - SALMOS
PPS DE TERCEIROS - SALMOS
Rallye de Mariana 2008
Rallye de Mariana 2008
Rallye de Nova Lima 2008
Rallye de Nova Lima 2008
RALLYE DE SETE LAGOAS 2008
RALLYE DE SETE LAGOAS 2008
RALLYE DE SETE LAGOAS 2009
RALLYE DE SETE LAGOAS 2009
SLIDES PARA PPS COM SOM
SLIDES PARA PPS COM SOM
TAGs MOZARMS
TAGs MOZARMS
TESTES
TESTES
TEXTOS COM VOZ DE CHICO XAVIER
TEXTOS COM VOZ DE CHICO XAVIER
TEXTOS DE ESTUDOS
TEXTOS DE ESTUDOS
VIDEOS
VIDEOS

Agradeço a sua visita!

Please wait...
Sorry, the comment you entered is too long. Please shorten it.
You didn't enter anything. Please try again.
Sorry, we can't add your comment right now. Please try again later.
To add a comment, you need permission from your parent. Ask for permission
Your parent has turned off comments.
Sorry, we can't delete your comment right now. Please try again later.
You've exceeded the maximum number of comments that can be left in one day. Please try again in 24 hours.
Your account has had the ability to leave comments disabled because our systems indicate that you may be spamming other users. If you believe that your account has been disabled in error please contact Windows Live support.
Complete the security check below to finish leaving your comment.
The characters you type in the security check must match the characters in the picture or audio.
Kathys comments

Have a lovely day
My Lady

May 7
4b0813d49b0a5c03e2341b11c6fb17aa.gif picture by letizia555Photobucket
  
http://live-space-live.spaces.live.com/ 
Dear friend Κόκκινο τριαντάφυλλο
Please accept all my best wishes Κόκκινο τριαντάφυλλο
for a "Happy New Year" Κόκκινο τριαντάφυλλο
From Athens friendly Κόκκινο τριαντάφυλλο
Sotiris Κόκκινο τριαντάφυλλο
Jan. 2
Nataliya .wrote:

 

IL PRIMO GIORNO DELL'ANNO
Pablo Neruda
 Lo distinguiamo dagli altri
come se fosse un cavallino
diverso da tutti i cavalli.
Gli adorniamo la fronte
con un nastro,
gli posiamo sul collo sonagli colorati,
e a mezzanotte
lo andiamo a ricevere
come se fosse un esploratore
che scende da una stella.
La terra accoglierà questo giorno
dorato, grigio, celeste,
lo bagnerà con frecce
di trasparente pioggia
e poi lo avvolgerà
nell'ombra.
Eppure
piccola porta della speranza,
nuovo giorno dell'anno,
sebbene tu sia uguale agli altri
come i pani
a ogni altro pane,
ci prepariamo a viverti in altro modo.

Poesie di Natale, Poesie di Capodanno, Tradizioni di Natale, EpifaNIA, bEFANA            Poesie di Natale, Poesie di Capodanno, Tradizioni di Natale, EpifaNIA, bEFANA

Jan. 1
Nataliya .wrote:



WITCHYS WIKKED GRAPHIX

WITCHYS WIKKED GRAPHIX

Dec. 22
Nov. 14
BUENOS DÍAS!!
 
TE DESEO UN GRAN DÍA!!!
 
Espero una visita y una firmita en mi libro o en alguna foto, ok? jajaja
Un fuerte abrazo!!!
 
 
img244/6057/us016rjwi9tci1cltcr3.gif
Nov. 7
Photobucket      
Get Your Frappr GuestMap!
Powered by Platial
Nov. 4
Nov. 2
Buenos aires
Nov. 1
Photobucket    
Get Your Frappr GuestMap!
Powered by Platial
Oct. 31
Photo 1 of 64
Photo 1 of 64