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6月15日

ONDE FOI PARAR A TERNURA?



Você, que já constituiu um lar com a pessoa que embalou suas horas nos primeiros momentos de namoro, às vezes se pergunta: onde foi parar aquela ternura de outrora?
Aquele afeto que nos unia como se fossemos um só, onde andará?
Quando ouve aquela música que costumavam ouvir juntos e seu coração vibra com a mesma emoção dos tempos idos, pensa em silêncio: o que aconteceu com aquele doce encantamento do início?
Olha para o companheiro ou companheira e tem a impressão de que já não vê mais a mesma pessoa.
Uma onda de saudade lhe invade a alma e a melancolia chega com sabor de amargura.
Parece que as cinzas das dificuldades abafaram a chama do amor...
Todos esses capítulos fazem parte da história de grande parte dos casais.
O que acontece é que nos envolvemos com os compromissos de tal forma, que esquecemos de manter acesa a chama afetiva dos primeiros tempos.
Na realidade ela não se apagou e, por vezes, está ainda mais forte. Nós é que não nos damos conta disso.
É natural que a paixão arrebatadora que propiciou a união, ceda lugar a uma amizade que somente o tempo de convívio pode sedimentar nos corações. E essa amizade vai se consolidando dia após dia, nos mínimos cuidados que quebram a rotina.
Uma balconista da seção de cosméticos de uma loja conta que um dia notou um rapaz a observar umas caixas de sabonete expostas no balcão. Ofereceu-se para ajudá-lo e ele aceitou dizendo que desejava comprar uns sabonetes finos para presentear a esposa. Por fim escolheu uma caixa bem vistosa e pediu para que ela fizesse um embrulho bem bonito.
Uma semana depois, a balconista notou que o mesmo rapaz estava em outra seção olhando artigos para senhoras. Dirigiu-se a ele e lhe perguntou se a sua esposa havia gostado dos sabonetes que ele levou no outro dia.
- Bem, ela ainda não os achou, foi a resposta. Veja, senhorita, eu tenho um plano. Escondo algo para que minha mulher encontre sem esperar. Ela encontrará os sabonetes na próxima semana, quando for limpar a dispensa. É uma surpresa para quebrar a monotonia do serviço caseiro, concluiu o jovem esposo.
São esses cuidados e atenções que alimentam a chama da amizade e do afeto verdadeiros.
Não são necessários grandes feitos para cultivar a ternura, mas é preciso que sejam constantes e que o respeito seja parte integrante do relacionamento.
Um mimo inesperado, uma palavra de incentivo, uma flor singela, um abraço, um gesto de carinho, são ingredientes seguros para a manutenção de qualquer casamento. E o que é melhor: não têm contra-indicação.
* * *
“O casamento é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos, espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades da evolução.”

(Redação do Momento Espírita. A frase entre aspas é do livro Repositório de Sabedoria vol II, Matrimônio.)
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6月9日

VOCE SENTIRÁ SAUDADES?


 

Um famoso pensador, ao ser entrevistado, afirmou que uma das perguntas de maior teor filosófico que mais o fez pensar nos últimos tempos, tinha vindo de sua filha, uma menina de poucos anos de idade.

Afirmava o entrevistado que, certa feita, ao dar o beijo de boa noite para sua pequena, ela o surpreendeu com a seguinte pergunta: Pai, quando você morrer, irá sentir saudades de mim?

A pergunta da menina, longe da ingenuidade infantil, traz no seu bojo profundos questionamentos filosóficos. Você mesmo já se surpreendeu pensando naqueles que lhe antecederam na viagem de retorno ao mundo espiritual?

Já se perguntou onde estarão eles? Sentirão saudades de mim?

Ou já pensou em algum momento: Como pode o manto da morte ser capaz de destruir sonhos, romper laços fraternos, separar aqueles que se amam?

E já se questionou se aqueles a quem queremos bem, que nos são caros ao coração, que convivemos anos a fio, compartilhando anseios, dúvidas, desafios, medos, com a morte ficam irremediavelmente afastados de nós?

É comum dizermos: Perdi meu pai, ou Perdi meu filho, quando esses se vão com o fenômeno da morte. Será verdade que os perdemos?

A razão nos diz que não. Como pode a morte vencer os laços construídos ao longo dos dias, dos anos, feitos no olhar, na dedicação, na cumplicidade, no compartilhar de dores e felicidades?

Como pode o fenômeno biológico vencer os sentimentos verdadeiros, que nascem nos refolhos da alma e são guardados no coração?

Pensar dessa forma é imaginar que Deus pouca importância daria para o amor. Afinal, de que valeria amar alguém, se isso tudo nos levaria ao nada?

Já que a morte do corpo é inevitável, inevitável seria então perder nossos amores.

A lógica nos conduz ao entendimento das Leis de Deus, a nos explicar que os laços de amor vencem as distâncias provocadas pelo tempo e pelo espaço.

Aqueles que se amam, onde estiverem, continuarão se amando, mesmo que momentaneamente apartados.

E é isso que a morte do nosso corpo físico nos provoca. Temporariamente, ficamos apartados daqueles a quem amamos.

No entanto, logo mais, em um tempo que a vida nos dirá, nos reencontraremos, com as saudades daqueles que, após longa viagem, se reencontram para reviver o carinho, afeto e sentimentos que sempre existiram.

Quem parte de retorno ao mundo espiritual, pelo fenômeno da morte do corpo físico, é alguém que nos antecede na viagem de volta.

Como nos ama, de lá fica nos aguardando, para um reencontro inevitável. Naturalmente sente saudades como nós, sente nossa falta, como sentimos nós a dele.

*   *   *

Quando a saudade dos amados apertar nosso peito, que nossos pensamentos sejam de carinho, com a certeza de que nos encontraremos.

Aguardemos sem revolta pois afinal, dia desses lá estaremos nós, a revê-los, no retorno que também faremos ao mundo espiritual.

Redação do Momento Espírita.

Em 09.06.2009.