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5月30日 A ORAÇÂO.A oração é o telefone pelo qual nos comunicamos com as camadas superiores da Terra. Para que uma comunicação telefônica ocorra, precisamos estar de posse do numero do aparelho pertencente à pessoa com a qual pretendemos dialogar. Na oração esse número chama-se sintonia. Sem ela, as palavras serão levadas pelo vento qual ocorre com a ligação defeituosa. A oração alivia, eleva, fortalece, proporcionando a certeza de que somos alvos da solicitude divina. Devemos estar conscientes de que não é Deus que necessita de nossas lembranças e oferendas. Nós é que necessitamos do Seu auxilio, misericórdia, amparo e defesa contra as forças viciadas da sombra. Se no desequilíbrio a prece sincera traz energias de paz, acalmando-nos a mente, imagine quando a oração é praticada nos moldes do amor e da gratidão. Orações intempestivas, eivadas de desespero, exigências, negociatas, bajulações, funcionam como telefonema para o número errado, não alcançam a fonte que deveria responder com as bênçãos necessárias. Diante do aflito, evoquemos os bons médicos para que nos ajudem. De frente para o perigo, solicitemos o socorro dos nossos benfeitores. Ao lado do Mal, oremos a Deus para que o Bem nos inspire em nossa caminhada. Contudo, há momentos em uma reunião mediúnica em que a prece deve ser proferida para que a energia, a disciplina, entrem em ação neutralizando a rebeldia dos Espíritos viciados no Mal. Há Espíritos para os quais a doutrinação, embasada na citação evangélica, quando praticada por nós, cujos sentimentos ainda não se aprimoraram o bastante para tocar um coração endurecido, não surte o efeito necessário à sua renovação. O fato de citarmos o Evangelho não significa que o vivenciamos. Mas, o fato de estarmos em trabalho para o Senhor da vida nos credencia a receber o apoio necessário para a manutenção da disciplina e da harmonia da casa. Não somos santos, é verdade, mas não somos demônios que aprovam a violência e a agressão gratuitas. Entra em ação, diante da rebeldia de um comunicante que literalmente quer virar a mesa, a energia dos lanceiros da casa, que o subjugam, e através de técnicas desenvolvidas no campo do magnetismo o obrigam a escutar e a calar. Utilizando induções, sugestões, hipnotismo e outras técnicas que aprenderam, os Espíritos, encarregados da harmonia da casa, restabelecem de pronto a paz necessária a um trabalho produtivo. Mais do que palavras, eles são tocados pelo sentimento paternal desse benfeitor que, adentrando seus corações sofridos e nublados, retira de lá os cascalhos que soterravam a réstia de lucidez adormecida. Nós, doutrinadores comuns, cujo amor minguado tenta sair da semente que reclama a água da caridade e o adubo da fé, temos, geralmente, na argumentação verbal, ou seja, na palavra, a argamassa das conversões que proporcionamos, quando amplamente ajudados pelo amor desses dedicados amigos. 5月26日 A Chave!
'“Batei e abrir-se-vos-à.”
O ensinamento evangélico brilha soberano, em qualquer situação e em qualquer tempo. Entretanto, sempre que a nossa solicitação reclame auxílio e oportunidade é imperioso não esquecer a chave do esforço próprio. Não bastará simplesmente pedir. É necessário merecer. E, em parte alguma, surge o mérito sem árduo zelo na desincumbência dos deveres que a vida nos confere. Vejamos o livro da natureza em que o trabalho e a realização constituem mensagens de cada dia. Sem o suor de quem semeia, a colheita não passaria de um sonho e sem os calos da mão que ara a gleba, a sementeira jamais surgiria vitoriosa. Sem o sacrifício da árvore que entesoura as bênçãos do sol, o campo não seria mais que terra seca, e sem a preocupação do artífice que desbasta a madeira bruta, a utilidade doméstica não nos socorreria a experiência comum. Tudo na vida são cooperação, interdependência, concessão recíproca e amparo mútuo para aqueles que a enobrecem, a fim de serem por ela própria enobrecidos. A fonte auxilia o solo, o solo ampara a semente e a semente produz o bom grão, que, mais tarde, se transforma em sustento real da floresta de que a fonte retira a proteção e a defesa. Não nos aventuremos a pedir, sem dar de nós mesmos. A prece é, sem dúvida, a escada luminosa de intercâmbio entre a Terra e o Céu, mas se os homens que insistem pelo favor dos anjos não se dispuserem à colaboração com eles, na obra de regeneração e sublimação do mundo, a escada mística seria apenas um monumento erguido à viciação e à ociosidade. “Batei e abrir-se-vos-à” repitamos com o Evangelho, mas não olvidemos, em todos os passos da peregrinação para o Cristo, a chave do serviço edificante, a única senha que nos assegurará, em espírito e verdade, o valor do merecimento justo com a resposta do Infinito Amor e da Eterna Sabedoria, em favor de nossa própria ascensão.
Fonte: Do Livro “Seguindo Juntos” Francisco Cândido Xavier/Espíritos Diversos 5月25日 A cruel indiferença.Basta um olhar nas grandes cidades e lá está o retrato da indiferença. Gente maltratada, infeliz, doente, paupérrima se esgueirando pelas ruas, estendendo as mãos, pedindo, suplicando. Do interior dos carros, vidros fechados, refrescados pelo ar condicionado, perfumados e alimentados, olharam essas cenas como se estivéssemos vendo um filme. Alguns até reagem com certa irritação. Culpam o Governo, reclamam das diferenças sociais, chamam de vadios os andrajosos que olham para eles com ar cobiçoso ou infeliz. Outros viram o rosto, enojados pelo espetáculo da miséria e do abandono. E há os que se compadecem, mas têm medo de abrir a janela, de estender a mão, de sorrir. Todos esses, invariavelmente, esquecem dos espetáculos da pobreza tão logo chegam a casa, ao escritório ou aos locais de lazer. Nos restaurantes, quem se lembra dos famintos? Diante dos pratos cheirosos e meticulosamente arrumados, quem haveria de recordar crianças esqueléticas, mães famélicas? Nos cinemas, lágrimas nos vêm aos olhos diante de filmes que retratam a desigualdade social avassaladora, mas saímos de lá impassíveis diante do homem torturado que sofre ao nosso lado. Que fizemos de nossa sensibilidade diante da dor alheia? Em que ponto de nossa vida a indiferença se instalou em nosso peito e, com mãos de gelo, nos segurou o coração? Certamente que a caridade não exclui a prudência. E é claro que não devemos nos responsabilizar por todas as dores do Mundo. Mas, reflitamos: Estaremos fazendo de fato tudo o que é possível? No momento damos as sobras de nossa mesa, as roupas usadas, alguns poucos reais para uma instituição. Tudo muito louvável. Mas estaremos mesmo contribuindo para reduzir a desigualdade aterradora que se vê no Mundo? Cada um de nós, no papel que desempenha no ambiente profissional, pode contribuir, sim, para mudar esse estado de coisas. Quem de nós vive tão isolado que não possa estimular alguém ao estudo, ao trabalho? Quem de nós, de excelente condição financeira, escolhe uma criança pobre e lhe dá a chance de estudar em boas escolas? Quantas vezes temos a chance de mudar a vida de alguém desvalido e nos calamos, omitimos, encolhemos? Para aquele que tem vontade real de contribuir, a vida oferecerá oportunidades ímpares de fazer a diferença. Por isso, abra seu coração para o amor. Desde hoje, deixe que seus olhos contemplem o Mundo com muito mais bondade. Procure ver em cada criatura sofrida um irmão que tateia cego, em busca da mão amiga que lhe ofereça apoio e segurança. A indiferença é a escuridão da alma. Acenda a candeia de um coração sensível e traga luminosidade para a sua vida e para a de seus companheiros de jornada. 5月21日 A força do amor.Eram noivos e se preparavam para o casamento, quando o pai da noiva descobriu que o rapaz era dado ao jogo. Decidiu se opor à realização do matrimônio, a pretexto de que o homem que se dá ao vício do jogo, jamais seria um bom marido. Contudo, a jovem obstinada decidiu se casar, assim mesmo. E conseguiu, fazendo valer a sua vontade, vencendo a resistência do pai. Nos primeiros dias de vida conjugal, o rapaz se portou como um marido ideal. Entretanto, com o passar dos dias, sentia crescer em si cada vez mais o desejo de voltar à mesa de jogo. Certa noite, incapaz de resistir, retornou ao convívio de seus antigos companheiros. Em casa, a jovem tomou um bordado e ficou aguardando. Embora ocupada com o trabalho manual, tinha os olhos presos ao relógio. As horas pareciam passar cada vez mais lentas. Já era alta madrugada, quando o marido chegou. Nem disfarçou a sua irritação, por surpreender a companheira ainda acordada. Logo imaginou que ela o esperava para censurar a sua conduta. Quando ele a interrogou sobre o que fazia àquela hora ela, com ternura e bondade na voz, disse que estava tão envolvida com seu bordado, que nem se dera conta da hora avançada. Sem dar maior importância à ocorrência, ela se foi deitar. No dia seguinte, quando ele retornou ainda mais tarde da casa de jogos, a encontrou outra vez a esperá-lo. “Outra vez acordada?”, perguntou ele quase colérico. “Não quis que fosse se deitar, sem que antes fizesse um lanche. Preparei torradas, chá quentinho. Espero que você goste.” E, sem perguntar ao marido onde estivera e o que fizera até aquela hora, a esposa o beijou carinhosamente e se recolheu ao leito. Na terceira noite, ela o esperou com um bolo delicioso, cuja receita lhe fora ensinada pela vizinha. Antes mesmo que o marido dissesse qualquer coisa, ela se prendeu ao pescoço dele, abraçou-o e pediu que provasse da nova delícia. E assim, todas as madrugadas, a ocorrência se repetiu. O marido começou a se preocupar. Na mesa de jogo, tinha o pensamento menos preso às cartas do que à esposa, que o esperava, pacientemente, como um anjo da paz. Começou a experimentar uma sensação de vergonha, ao mesmo tempo de indiferença e quase repulsa por tudo quanto o rodeava. O que ele tinha em casa era uma mulher que o esperava, toda madrugada, para o abraçar, dar carinho. E ele, ali, naquele lugar? Aos poucos, foi se tornando mais forte aquele incômodo. Finalmente, um dia, de olhar vago e distante, como se tivesse diante de si outro cenário, o rapaz se levantou de repente da mesa de jogo. Como se cedesse a um impulso quase automático, retirou-se, para nunca mais voltar. Nos dias de hoje, é bem comum os casais optarem por se separar, até por motivos quase ingênuos. Poucas criaturas decidem lutar para harmonizar as diferenças, superar os problemas, em nome do amor, a fim de que a relação matrimonial se solidifique. Contudo, quando o amor se expressa, todo o panorama se modifica. É difícil a alma que resista às expressões do amor. Porque o amor traz a mensagem da plenificação, do bem estar, da alegria. Desta forma, é sempre salutar investir no amor, expressando-o através de gestos, pequenas atenções, gentilezas. O amor é o sentimento por excelência e tem a capacidade de transformar situações e pessoas. Pense nisso. Experimente-o agora. 5月19日 A PORTA ESTREITA.Aceitemos a dificuldade por mestra amorável, se esperamos que a vida nos entregue os seus tesouros.Sem a porta estreita do obstáculo não conseguiríamos medir a nossa capacidade de trabalho ou ajuizar quanto à nossa fé. As lições do próprio suor são as mais preciosas. Os ensinamentos hauridos na própria renúncia são aqueles que se nos estampam na alma, no campo evolutivo. Ouvimos mil conselhos edificantes e sorrimos, ante o fracasso iminente. Basta, porém, por vezes, uma pequena dor para que se nos consolide a cautela à frente do perigo. Com discernimento louvável improvisamos prodigiosos facilitários de felicidade para os outros, indicando-lhes o melhor caminho para a vitória no bem ou para a comunhão com Deus, entretanto, à primeira alfinetada do caminho sobre nossas esperanças mais caras, habitualmente, nos desmandamos à distância do equilíbrio justo, espalhando golpes e lágrimas, exigências e sombras. Saibamos, no entanto, respeitar na “porta estreita” que o mundo nos impõe o socorro da Vida Maior, a fim de que possamos reconsiderar a própria marcha. Por vezes, ela é a enfermidade que nos auxilia a preservar as vantagens da saúde, em muitas fases de nossa luta é a incompreensão alheia, que nos compele ao reajuste necessário; em muitos passos da senda é a prova que nos segrega no isolamento, impelindo-nos a seguir pela escada miraculosa da prece, da Terra para os Céus... Por vezes o abandono de afeições muito amadas a impulsionar-nos para os braços de Cristo em variadas circunstâncias, é o desencanto ante a enganosa satisfação de nossos desejos na experiência física, inspirando-nos ideais mais altos e, em alguns casos, é a visitação da morte que nos abriga a refletir na imortalidade triunfante... Por onde fores, cada dia, agradece a dificuldade que nos melhore e nos eleve à grande renovação. Jesus não escolheu a larga avenida do menor esforço. Da Manjedoura ao Calvário, movimentou-se entre os obstáculos que se transfiguraram para Ele em degraus para a volta ao Pai Celestial e, aceitando na cruz, a sua maior mensagem de amor à Humanidade de todos os séculos, legou-nos, com exemplo vivo, a porta estreita do sacrifício como sendo o nosso mais belo caminho de paz e libertação. Do Livro “Abrigo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel 5月17日 Liberte sua alma!Não se prenda à beleza das formas efêmeras. A flor passa breve. Não amontoe preciosidades que pesem na balança do mundo. As correntes de ouro prendem tanto quanto as algemas de bronze. Não se escravize às opiniões da leviandade ou da ignorância. Incitatus, o cavalo de Calígula, podia comer num balde enfeitado de pérolas, mas não deixava, por isso, de ser um cavalo. Não alimente a avidez da posse. A casa dos numismatas vive repleta de moedas que serviram a milhões e cujos donos desapareceram. Não perca sua independência construtiva a troco de considerações humanas. A armadilha que pune o animal criminoso é igual à que surpreende o canário negligente. Não acredite no elogio que empresta a você qualidades imaginárias. Vespas cruéis por vezes se escondem no cálice do lírio. Não se aflija pela aquisição de vantagens imediatas na experiência terrestre. Os museus permanecem abarrotados de mantos de reis e de outros "cadáveres de vantagens mortas". Livro: Agenda Cristã 5月16日 PRECE DOS FILHOS.
Senhor, que criastes as leis que nos regem e o mundo que nos acolhe; que nos destes a glória solar por luz de vossa onipresença e o manto estrelado que resplende nos céus por divina promessa de que a vossa misericórdia fundirá, em láurea fulgurante de redenção, as trevas dos nossos erros: que sois a justiça dos justos, a santidade dos santos, a sabedoria dos sábios, a pureza dos puros, a humildade dos humildes, a bondade dos bons, a virtude dos virtuosos, a vitória dos triunfadores do bem e a fidelidade das almas fiéis, derramai a benção de Vossa compaixão sobre nós, a fim de que venhamos, ainda mesmo por relampagueante minuto, a esquecer os horizontes anuviados da Terra, em que se acumulam as vibrações letíferas de nossas malquerenças e o fumo empestado de nossos desesperos, convertidos na miséria e no ódio que se voltam, constantes, contra nós, da caliça do tempo!... Fazei, Senhor, que se nos dobre as cervizes sobre os campos do Planeta que semeastes de fontes e embalsamastes de perfumes, que engrinaldastes de flores e loirejastes de frutos, e se nos acomode o pensamento na oração, olvidando, por um momento só, a lei de Caim, a que temos atrelado o carro dos nosso falsos princípios de soberania e de força, ensangüentando searas e templos, lares e escolas, e assassinando mulheres e crianças, a invocarmos a chacina e a violência por suposto direito das nações!... E permiti, ó Deus da liberdade infinita, que irmanados no santuário doméstico possamos todos nós, ante a paz que nos requesta ao trabalho dealvando o futuro, louvar-Vos o nome inefável, reconhecidos às nossas deserções e às nossas calamidades a coroa de heroísmo e o tesouro de amor que brilham em nossas Mães. Livro A Luz da Oração. Psicografia de Francisco Candido Xavier - Espíritos Diversos. 5月15日 A CRUEL INDIFERENÇA
Basta um olhar nas grandes cidades e lá está o retrato da indiferença. Gente maltratada, infeliz, doente, paupérrima se esgueirando pelas ruas, estendendo as mãos, pedindo, suplicando. Do interior dos carros, vidros fechados, refrescados pelo ar condicionado, perfumados e alimentados, olharam essas cenas como se estivéssemos vendo um filme. Alguns até reagem com certa irritação. Culpam o Governo, reclamam das diferenças sociais, chamam de vadios os andrajosos que olham para eles com ar cobiçoso ou infeliz. Outros viram o rosto, enojados pelo espetáculo da miséria e do abandono. E há os que se compadecem, mas têm medo de abrir a janela, de estender a mão, de sorrir. Todos esses, invariavelmente, esquecem dos espetáculos da pobreza tão logo chegam a casa, ao escritório ou aos locais de lazer. Nos restaurantes, quem se lembra dos famintos? Diante dos pratos cheirosos e meticulosamente arrumados, quem haveria de recordar crianças esqueléticas, mães famélicas? Nos cinemas, lágrimas nos vêm aos olhos diante de filmes que retratam a desigualdade social avassaladora, mas saímos de lá impassíveis diante do homem torturado que sofre ao nosso lado. Que fizemos de nossa sensibilidade diante da dor alheia? Em que ponto de nossa vida a indiferença se instalou em nosso peito e, com mãos de gelo, nos segurou o coração? Certamente que a caridade não exclui a prudência. E é claro que não devemos nos responsabilizar por todas as dores do Mundo. Mas, reflitamos: Estaremos fazendo de fato tudo o que é possível? No momento damos as sobras de nossa mesa, as roupas usadas, alguns poucos reais para uma instituição. Tudo muito louvável. Mas estaremos mesmo contribuindo para reduzir a desigualdade aterradora que se vê no Mundo? Cada um de nós, no papel que desempenha no ambiente profissional, pode contribuir, sim, para mudar esse estado de coisas. Quem de nós vive tão isolado que não possa estimular alguém ao estudo, ao trabalho? Quem de nós, de excelente condição financeira, escolhe uma criança pobre e lhe dá a chance de estudar em boas escolas? Quantas vezes temos a chance de mudar a vida de alguém desvalido e nos calamos, omitimos, encolhemos? Para aquele que tem vontade real de contribuir, a vida oferecerá oportunidades ímpares de fazer a diferença. Por isso, abra seu coração para o amor. Desde hoje, deixe que seus olhos contemplem o Mundo com muito mais bondade. Procure ver em cada criatura sofrida um irmão que tateia cego, em busca da mão amiga que lhe ofereça apoio e segurança. A indiferença é a escuridão da alma. Acenda a candeia de um coração sensível e traga luminosidade para a sua vida e para a de seus companheiros de jornada. 5月14日 ACIDENTADOS DA ALMA
Compadeces-te dos caídos em moléstia ou desastre, que apresentam no corpo comovedoras mutilações. (Francisco Cândido Xavier por Emmanuel. In: Estude e viva) 5月13日 AFABILIDADE E DOÇURA
No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração. Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança. Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo. Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres. Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina. Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade. Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade. Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina. Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Escrínio de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. O Clarim. 5月12日 AS ALMAS QUE PARTEM!
As almas que partem podem retratar as que ficam, assim como as almas que ficam podem retratar as que partem. Quando pranteamos a memória de alguém que nos antecede, aí no mundo, na viagem da morte, atiramos nesse alguém o gelo de nossas lágrimas ou o fogo de nossa tortura, conturbando-lhe o coração, toda vez que esse espírito não for suficientemente forte para sobrepor-se ao nosso infortúnio. E quando alguém se ausenta da carne, carreando aflições e pesares procedentes da nossa conduta, arremessará da vida espiritual sobre nossa alma os dardos magnéticos da lembrança infeliz no mundo, caso não estejamos armados de arrependimento para renovar a situação, criando imagens de harmonia restauradora. Em razão disso, convém meditar nos ideais, aspirações, pessoas e coisas que refletimos, porque todos nós subordinamos, pelo reflexo mental, ao fenômeno da conexão. Estamos inevitavelmente ligados a tudo o que nos merece amor, e essa lei é irrevogável em todos os planos do Universo. 5月9日 As flores e a vida.
Imaginem-se a observarem uma gravura. A gravura de um jardim florido, colorido, depois, imaginem-se diante do jardim verdadeiro, com suas flores vivas, exalando seus perfumes... seus olhos podendo acompanhar os movimentos, perceber as nuances de cores diferentes, seus tamanhos, sua mensagem... A gravura foi feita pelo artista que teve que observar o real para poder fazer o seu trabalho mas, diante do jardim verdadeiro, despertam os nossos sentidos, os nossos sentimentos, o nosso poder de encantamento diante da beleza verdadeira. A nossa vida é esse jardim que podemos preparar como uma determinada gravura, ou que podemos cultivar fazendo crescer nele flores verdadeiras, com suas nuances diferentes, com seus perfumes e seus movimentos. Haverá flores que murcharão, outras se tornarão tristes, mas sempre servirão de seiva, de adubo fértil para as outras flores que crescerão belas, fortes e, com certeza, tornarão esse jardim bastante belo. 5月8日 MENSAGEM PARA O AMANHÃQuem observa esses frágeis seres que abrem seus olhinhos curiosos para o cenário do mundo, logo percebe como eles dependem dos adultos. Bebês, pequeninos, com o aroma da inocência aureolando suas ações, andam na Terra em busca de carinho. Parecem aves implumes, tal sua delicadeza e fragilidade. Às vezes, as vemos colocando suas mãozinhas nas pernas dos adultos, batendo de leve com seus dedinhos miúdos, erguendo os bracinhos a dizer sem palavras: Quero colo. As crianças expressam assim seu desejo de serem carregadas. Desejo que às vezes é repelido com expressões grosseiras como: Não pego no colo, não. Vai andar! Quis vir junto, agora ande. Do contrário, poderia ter ficado em casa. Isso cai sobre a cabecinha da criança como uma bomba. Não percebem, os que assim agem, que o pequeno tem menos resistência. Dirão que a criança pula, corre, e brinca o dia todo, que, se tem energia para brincadeira, também deverá ter para andar. Ora, na brincadeira a criança tem a recompensa do prazer. Ela brinca até cansar e ao se sentir exausta, pára. Até mesmo o bebê de poucos meses parece, por vezes desligar. É o período de calmaria, de repouso que ele busca. A caminhada contínua, onde não lhe é permitido parar para observar o cachorro que late, o brinquedo colorido na vitrine, o movimento das pessoas que circulam rápido, faz com que ela se canse com maior rapidez. Sem falar que, normalmente, os adultos esquecem que os pequenos estão juntos, e andam a passo acelerado, obrigando-os a quase correr para os acompanhar. Outra situação que se repete com constância é a de crianças, no seu período de imitação, desejarem ser a cabeleireira da mãe. Munidas de escova e pente, elas tentam criar o penteado que sua mente cataloga como maravilhoso. O que conseguem, em verdade, é despentear. Mas elas insistem, põem a ponta da lingünha para fora da boca, demonstrando esforço, e alisam os cabelos com suas mãos. Satisfeitas, exclamam: Pronto. Quantas vezes todo esse cuidado é repelido com as desculpas de: Vai estragar o meu penteado. Ou: Não tenho tempo para perder. Atitudes dessa natureza, repetidas, terminam por passar para a criança que o sofrimento do outro, como o seu cansaço, não importa. O lema é: Cada um por si. Não nos admiremos se, no futuro, nos depararmos com adolescentes frios e adultos indiferentes. Pessoas que pensarão somente no seu bem-estar, no seu conforto, não se importando com a família, amigos ou colegas. Nas relações humanas, como tudo na vida, a questão é de aprendizado e de semeadura. * * * Até aos 7 anos de idade a criança é mais suscetível às mensagens que recebe dos adultos. A educação integral compreende, não somente o comportamento social, as boas maneiras, a conduta reta, mas também a questão afetiva, emocional e espiritual. Assim, não desprezemos as carícias da criança. Dia virá, quando os anos se forem, que ansiaremos por quem se aproxime de nós e nos acaricie os poucos cabelos brancos. Alguém que disponha de seu tempo para colocar sua cabeça junto da nossa e diga: Como vai minha velhinha, hoje? Está cansada? Quer um carinho? 5月7日 O problema fortalece.
Você é que o sente de uma Anule a fraqueza do pensamento. 5月6日 A cura que se deseja.
Impressionantes casos de curas são relatados por especialistas e estudiosos da área médica. Um eminente oncologista americano, Dr. Bernie Siegel, narra o caso muito curioso de uma paciente que o procurou. Ela morava a mais de mil quilômetros de distância da sua clínica. Quando recebeu o diagnóstico de que teria somente poucas semanas de vida, pediu para consultar com Dr. Siegel. Tentaram a princípio, demovê-la da idéia. Ela estava muito doente, a clínica ficava muito distante, ela já tinha um diagnóstico. Ela insistiu, conseguindo seu intento. Dr. Siegel a examinou e lhe disse que ela chegara tarde demais. Ele era médico e como médico, constatara que nem cirurgia, nem quimioterapia poderiam curá-la. Seu destino era mesmo a morte, a etapa final da natureza biológica. A mulher estava irredutível e passou a crivá-lo de perguntas. Ela teria uma chance em dez? Com a resposta negativa, ela foi prosseguindo com as perguntas: Teria uma chance em cem? Em mil? Em um milhão? Bom, em um milhão de pacientes, é provável. - falou o especialista. De olhos brilhando, com firmeza, ela argumentou: Então, doutor, cuide de mim, porque eu sou essa paciente no meio do milhão. Dada a firmeza da mulher, ele iniciou o tratamento. Quando foi estudar seu histórico médico, Dr. Siegel deu-se conta que o câncer de que ela era portadora, começara exatamente quando ela entrou em um processo litigioso de divórcio. Ela ficara tão triste, que desejara morrer, para se vingar do marido. Foi quando gerou o câncer. Trabalhou o médico essa questão com ela: Morrer por causa de uma pessoa? E motivou-a. Ela se submeteu à terapia psicológica de otimismo, enquanto fazia quimioterapia. Resultado final: ela se curou. E Dr. Siegel, que tem a certeza de Deus e de que o organismo é uma máquina extraordinária, conta que calcula o tempo de vida de seus pacientes pela forma como eles encaram a enfermidade. Há os que optam pela terapia psicológica, porque crêem na vida e desejam lutar. São os que vivem mais. Há os que simplesmente se entregam, não desejando lutar. São os que perdem a batalha mais rapidamente. Isto é, a vida. * * * Se você está enfermo, se recebeu um diagnóstico de difícil sobrevida, não se entregue. A morte chegará, com certeza, pois nenhum ser vivo a ela escapa. Mas poderá chegar mais tarde. E sem tantos traumas. Encare a enfermidade e decida-se por viver o melhor possível, emocionalmente falando. Ame-se, ame aos que o cercam, ame a vida. Não importa o tratamento a que você se submeta, ele terá total, parcial ou nenhuma eficácia, conforme o deseje você. Pense nisso e decida o que almeja para si. 5月5日 A cruel indiferença.
Basta um olhar nas grandes cidades e lá está o retrato da indiferença. Gente maltratada, infeliz, doente, paupérrima se esgueirando pelas ruas, estendendo as mãos, pedindo, suplicando. Do interior dos carros, vidros fechados, refrescados pelo ar condicionado, perfumados e alimentados, olhamos essas cenas como se estivéssemos vendo um filme. Alguns até reagem com uma certa irritação. Culpam o Governo, reclamam das diferenças sociais, chamam de vadios os andrajosos que olham para eles com ar cobiçoso ou infeliz. Outros viram o rosto, enojados pelo espetáculo da miséria e do abandono. E há os que se compadecem, mas têm medo de abrir a janela, de estender a mão, de sorrir. Todos esses, invariavelmente, esquecem dos espetáculos da pobreza tão logo chegam em casa, ao escritório ou aos locais de lazer. Nos restaurantes, quem lembra dos famintos? Diante dos pratos cheirosos e meticulosamente arrumados, quem haveria de recordar crianças esqueléticas, mães famélicas? Nos cinemas, lágrimas nos vêm aos olhos diante de filmes que retratam a desigualdade social avassaladora, mas saímos de lá impassíveis diante do homem torturado que sofre ao nosso lado. Que fizemos de nossa sensibilidade diante da dor alheia? Em que ponto de nossa vida a indiferença se instalou em nosso peito e, com mãos de gelo, nos segurou o coração? Certamente que a caridade não exclui a prudência. E é claro que não devemos nos responsabilizar por todas as dores do Mundo. Mas, reflitamos: Estaremos fazendo de fato tudo o que é possível? No momento damos as sobras de nossa mesa, as roupas usadas, alguns poucos reais para uma instituição. Tudo muito louvável. Mas estaremos mesmo contribuindo para reduzir a desigualdade aterradora que se vê no Mundo? Cada um de nós, no papel que desempenha, no ambiente profissional, pode contribuir, sim, para mudar esse estado de coisas. Quem de nós vive tão isolado que não possa estimular alguém ao estudo, ao trabalho? Quem de nós, de excelente condição financeira, escolhe uma criança pobre e lhe dá a chance de estudar em boas escolas? Quantas vezes temos a chance de mudar a vida de alguém desvalido e nos calamos, omitimos, encolhemos? Para aquele que tem vontade real de contribuir, a vida oferecerá oportunidades ímpares de fazer a diferença. Por isso, abra seu coração para o amor. Desde hoje, deixe que seus olhos contemplem o Mundo com muito mais bondade. Procure ver em cada criatura sofrida um irmão que tateia, cego, em busca da mão amiga que lhe ofereça apoio e segurança. A indiferença é a escuridão da alma. Acenda a candeia de um coração sensível e traga luminosidade para a sua vida e para a de seus companheiros de jornada. |
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