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11月29日 FortalezaFoi no tempo em que a Águia romana dominava o mundo. Nas praias do Adriático viviam miseravelmente alguns barqueiros.Eram homens rudes, assim transformados pela miséria em que viviam e o trabalho árduo que desempenhavam.Certo dia, um homem se aproximou deles e lhes pediu um barco. Desejava atravessar o mar. Solicitou que preparassem víveres, prometendo bem recompensá-los.Os barqueiros, conhecedores das manhas do mar, lhe disseram que impossível seria a travessia naquela tarde/noite, pois grande tempestade se aproximava.O desconhecido tinha pressa. Insistiu. Afinal, ordenou. O som da sua voz atemorizou os homens que, intimidados, embarcaram, iniciando a longa travessia.Caiu a noite. O vento começou a soprar e logo um grande temporal os envolveu.Em meio às altas e revoltas ondas, a embarcação não parecia nada além de uma casquinha de noz.Os barqueiros se mostravam atemorizados, insistindo nos remos, lutando contra as enormes vagas que ameaçavam a fragilidade do barco.O desconhecido permanecia impassível, rente ao leme, envolto em seu manto, como se nada estivesse acontecendo.Percebendo que o pavor se apoderava da tripulação, voltou-se para ela e falou com energia:Estão com medo? Nada temam. César está a bordo!Foi uma surpresa para todos. Conduziam Júlio César, o famoso conquistador.Sentiram-se revigorados. A esperança lhes renasceu e com músculos de ferro passaram a remar intensamente.Viviam longe das honrarias palacianas, mas sabiam que aquele imperador, em mais de uma ocasião, salvara centenas de soldados de situações perigosas.Encorajaram-se e agiram. Verdade é que o perigo era o mesmo. Exteriormente, nada mudara. Os ventos continuavam a sibilar, agressivos, as ondas lambiam-lhes os corpos rijos, a embarcação ainda estava em perigo.Mas saber que o poderoso romano estava com eles, que suas vidas estavam interligadas, fez-lhes renascer o alento.Mais tarde, o vento cedeu, o mar acalmou-se e à noite terrível, sucedeu o dia.* * *Assim deveria ser nossa confiança em Deus. Ainda que tudo parecesse perdido, irremediável, permanecer com a certeza de que Ele segue conosco.Não desanimar nunca. Não desertar da luta, recordando da admirável frase do Apóstolo Paulo de Tarso: Tudo posso naquele que me fortalece.* * *Mais de uma vez, a simples presença de um homem incentivou outros tantos a prosseguir na batalha.Durante a guerra civil americana, o Presidente Lincoln visitou os soldados, nos campos, com o objetivo de lhes levar novo ânimo, porque as tropas estavam com a moral muito baixa e já lutavam sem vigor.Se a presença de um homem, de um líder, de alguém amado tem a capacidade de operar tais prodígios, que não podemos aguardar da presença de Deus que se faz, em nós, todos os dias?Redação do Momento Espírita com base no cap. César e o barqueiro,do livro Lendas do céu e da Terra, de Malba Tahan, ed. Melhoramentos.11月27日 CIDADANIA E RESPEITO AO PRÓXIMOClara mora em uma grande cidade do Brasil, na qual milhões de pessoas dividem o espaço em movimentadas ruas.Todos os dias, na hora do almoço, ela anda seis quadras até o restaurante que costuma frequentar. Nesse trajeto, até há poucos meses, havia semáforo para pedestres em apenas uma das esquinas que cruzava.A fim de respeitar as leis, e de não colocar em risco a sua vida, ela costumava cruzar apenas nas esquinas onde havia semáforo para os carros, mesmo que isso aumentasse em alguns metros a sua caminhada.Observava, no entanto, entristecida, que a grande maioria dos pedestres, sem cuidado algum, cruzava a rua correndo grande perigo.Há poucos meses, viu, com alegria, a Prefeitura providenciar a instalação de semáforos para pedestres em todas as esquinas daquele trajeto. Com certeza isso mostrava respeito do poder público para com o cidadão.No entanto, observou que tais sinais de trânsito não eram percebidos pela maior parte das pessoas que por ali circulava. Era só uma questão de tempo, pensava ela, pois todos começariam a prestar atenção.Várias semanas depois, percebeu que os transeuntes, em sua maioria, desrespeitavam os sinais luminosos, e continuavam a cruzar a rua sem segurança.Chegou a observar uma jovem, com um bebê no colo, cruzar a rua quando o sinal estava vermelho para os pedestres, e quase foi atropelada. Compadeceu-se da criança que, desde cedo, convivia com falta de amor materno.Dia desses resolveu contar no relógio o tempo que levaria, a mais, para chegar ao restaurante, se tivesse que esperar todos os sinais fecharem e abrirem. A conclusão foi surpreendente: apenas um minuto e vinte segundos!E, por tão pouco, as pessoas arriscavam tanto. Pensou em escrever à Prefeitura e solicitar uma campanha de educação aos pedestres. Mas, logo ponderou consigo mesma que o cidadão também deve fazer a sua parte.Continuou a esperar, pacientemente, a sua vez de cruzar a rua, mesmo sendo, muitas vezes, a única pessoa a respeitar o sinal, pois para ela não havia outro comportamento aceitável para um cidadão.* * *Muito se fala em cidadania. Segundo o dicionário, cidadania é a condição de cidadão, que é o indivíduo no gozo dos direitos civis e políticos de um Estado.Falar em direitos é sempre agradável a qualquer indivíduo, e, sem dúvida alguma, todos devemos lutar por eles para viver dignamente.Mas, morando em comunidades, devemos sempre estar atentos aos nossos deveres, pois, se cada um buscar apenas os direitos, a vida em sociedade será um caos.Em um país todos estão sujeitos à constituição que é a carta que dita deveres e direitos a todos os cidadãos.Temos sim, portanto, deveres para com o próximo. E o próximo é nosso familiar, nosso amigo, nosso colega de trabalho, nosso vizinho, nosso compatriota.* * *E você? Como você age no dia a dia? Como aqueles que só pensam em seus direitos, ou como quem mostra a evolução moral de conhecer e cumprir seus deveres?Como você se comporta diariamente em sua comunidade?Reflita com carinho e você concluirá que devemos melhorar a cada dia, aprendendo a respeitar as leis, a respeitar o próximo e a fazer a nossa parte, mesmo que aqueles com quem convivemos ainda não o façam.Redação do Momento Espírita.11月26日 A SUA TAREFADeus dotou os Espíritos do princípio de todos os dons.Entretanto, os criou em estado de simplicidade e ignorância.Cada um deve desenvolver a própria potencialidade, por seu mérito e esforço.Nesse processo de aprendizado, a Terra funciona como um educandário.Os Espíritos que se situam em determinada faixa evolutiva nela encarnam para terem as experiências de que necessitam.A vida humana não é feita de acasos.A família em que se nasce, o meio social em que se vive, certas experiências marcantes, tudo isso é planejado.Antes de encarnar, o Espírito é auxiliado a perceber suas dificuldades e se dispõe a enfrentá-las.Ele verifica as áreas em que necessita burilar-se e programa a próxima existência terrena.Assim, quem se deixou tomar pelo orgulho encaminha-se para uma vida obscura.Aquele que chafurdou na promiscuidade enfrenta bloqueios e complexos na área da sexualidade.O rico avarento do passado programa viver a experiência da pobreza.O mau patrão retempera-se na condição de modesto e sofrido empregado.Quem não amparou devidamente seus filhos pede para viver na condição de órfão.Outros ressurgem em posições de destaque, a fim de se dedicarem à causa do bem.Tentados por facilidades e distrações, necessitam encontrar forças para utilizar seus recursos em favor do próximo.A beleza, o poder e a fortuna são provas difíceis, pois freqüentemente instigam o orgulho e o egoísmo.Muitos fracassam quando passam por tais experiências.Mas a realidade é que a vida terrena destina-se a promover o aprimoramento do caráter e do intelecto.Ela é fruto de um sério planejamento.Entretanto, nem tudo está pré-determinado.O livre-arbítrio é preservado e cada um responde pelas resoluções que toma e pelos atos que pratica.Do mesmo modo, nem todas as ocorrências são antecipadamente previstas.As pessoas com quem se convive não são necessariamente partícipes de um passado comum.Alguns problemas, dores, desgostos e enfermidades são inerentes ao viver terreno.A maioria dos desconfortos e transtornos são frutos de imprevidência atual.Quem se permite atitudes antipáticas e rudes transforma meros conhecidos em desafetos.O certo é que o Espírito é inserido em dado contexto, no qual se defronta com situações que precisa resolver.Freqüentemente, uma criatura inveja a sorte de outra.Os problemas alheios sempre parecem de fácil solução.As dores dos outros nunca se afiguram muito graves para o observador.Mas cada qual vive o que necessita.As próprias tarefas são difíceis porque correspondem a áreas de dificuldade.Para seguir adiante, é necessário fazer a lição do momento.Assim, pare de se debater com as exigências de sua vida.Não procure fugir de seus problemas e aflições.Dedique-se antes a resolvê-los, a fim de libertar-se deles.Se a vida lhe pede paciência em face de situações inelutáveis, seja paciente.Perante um familiar ou um chefe difícil, exercite a tolerância.Comporte-se como um estudante que deseja passar de ano.Cesse as reclamações e faça a lição.Pelas dificuldades que você enfrenta, pode perceber quais são suas deficiências evolutivas.Empenhe-se firmemente em burilar o seu caráter.Adote um patamar nobre de conduta e jamais se afaste dele.Você nasceu para amealhar virtudes, para ser digno e bondoso.Essa é a sua tarefa.Pense nisso.Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.11月25日 SOLIDÃO E CONSCIÊNCIANesta época em que vivemos, a sensação é que jamais estamos sós. Cercados por gente em ônibus, metrôs, aviões, locais de trabalho e ruas. Entretanto, nunca fomos tão solitários.E quanto mais nos cercamos de gente, de barulho, de tarefas, mais se agrava a sensação de que estamos sós. Parece contraditório?Parece sim. Mas não há contradição. Porque estar em companhia de alguém é muito mais do que estar ao lado da pessoa.Muitas vezes a presença física está lá, mas a alma já escapou para um lugar distante.Um dos maiores compositores da Humanidade, Giuseppe Verdi, criou uma imagem fascinante para as pessoas que vivem cercadas de gente, em festas cheias de risos e de alegria, mas que se sentem caminhando sós pelo Mundo.Está na ópera La traviata. É quando a personagem Violeta fala que é uma mulher sozinha em um populoso deserto.Quantas vezes nos sentimos em um deserto habitado por gente estranha!Sim, em nossa vida raramente temos pessoas que pensam igual a nós.Aqui e ali temos afinidades e pontos em comum, mas a trajetória da alma é solitária. Nossas descobertas, vitórias e frustrações são intransferíveis.Em nosso caminho para Deus estabelecemos diálogos que dizem respeito apenas a nós mesmos.Processos pessoais, momentos puramente individuais em que a voz da consciência ressoa em nossa alma com exatidão... Com rara sinceridade.Por melhores sejam os amigos, eles não nos dirão as verdades como a nossa própria consciência o faz.O amigo não vai desejar nos ofender, maltratar ou irritar. Por isso, ele tentará minimizar a dura verdade.Mas a consciência, não. Ela nos apresenta uma avaliação rigorosa de nossos atos. Ela nos põe diante de nós mesmos.Tudo muito naturalmente. E sequer conseguimos contestar essa avaliação criteriosa.Então, por que temer a solidão? É quando silencia o mundo à nossa volta que conseguimos ouvir a voz da consciência.O homem sábio muitas vezes busca o deserto, a quietude, o silêncio, a fim de se encontrar consigo mesmo, de voltar-se para Deus.Há tempo para tudo, ensina o Eclesiastes, um dos livros bíblicos. Tempo de semear, tempo de colher, tempo de falar, tempo de silenciar também.Silenciar para ouvir os sons da alma, os conselhos do coração.Então, se a vida lhe oferece a solidão, acolha-a como um presente. Aproveite cada minuto para reflexões. Encare tudo como oportunidade de aprendizado.Há tanta gente imersa em ruídos, sufocada por conversas maledicentes ou pelo som de risadas irônicas. Há tanta gente cercada de pessoas mas com o coração amargurado, oprimido, vazio.Por isso, não lamente a falta de companhia do Mundo. Busque na sua solidão a mão amiga de Deus.* * *Enquanto você se crê solitário e triste, frustrado nos anseios que acalentava, perde os olhos nas tintas carregadas do pessimismo e não vê aqueles olhos que o fitam inquietos, desejando se acercar de você, sem oportunidade de poder fazê-lo.Pense nisso!
Redação do Momento Espírita. O balançoUm balanço ao vento se move suavemente.Não se vê chão, não se vê céu... Apenas um movimento ritmado para frente... para trás...Juliana tem 13 anos e está feliz como nunca.Mais forte, papai! – Diz ela, eufórica.Naquele momento inesquecível, a paisagem se apaga para ela. Some em meio à alegria de estar com quem se ama.Seu sorriso de criança encontra o ar leve, perfumado.Seus ouvidos se deleitam com a voz tranquila do pai amado. Ela se sente segura, como nunca antes se sentira.O balanço vai diminuindo o ritmo, e quando está prestes a parar ela percebe que o pai está diante do seu rosto.Como ele é bonito... – ela pensa. Uma beleza especial, que está mais dentro do coração da filha, do que nos olhos do mundo.Filha... Você precisa voltar. – Diz o homem ternamente.Mas eu não quero, papai... – Responde ela com voz de cristal.Eu sei, meu amor... Mas você precisa voltar.Ela começa a chorar... O choro da brincadeira que acaba tão cedo. O choro da vontade de continuar ali.A menina acorda em pranto.Era um sonho! – Pensa ela. Mas parecia tão real...Sente um aperto forte no peito e não consegue identificar o que é.É a saudade... – diz uma pequena voz em sua cabeça.Sim, era a saudade do pai, do amor que havia partido quando tinha apenas 3 anos de idade.Ela já havia sonhado com ele várias vezes, mas dessa vez foi inesquecível. Tão especial que, a partir desse dia, ela aprendeu a chamar aqueles sonhos de visitas.Todo balanço que vê, ativa sua memória, acelera seu coração, pois faz lembrar de um grande amor que esteve na Terra com ela, durante pouco tempo, mas que ainda a visita sempre.* * *Por onde andam os amores que não mais estão aqui conosco?Se aprendemos que o amor une ao invés de afastar, por que crer na distância da morte?Sim, a morte não nos separa. Talvez um breve afastamento físico, mas nunca o afastamento das almas.Os que nos amam continuam ao nosso lado, e se partiram antes, quase sempre se tornam companheiros anônimos e invisíveis dos nossos dias.São eles, muitas vezes, que nos trazem as forças que precisamos para continuar, o carinho dos bons conselhos ou os puxões de orelha amorosos.Em espírito nos acompanham, oram e vibram por nós, da mesma forma que fariam se estivessem ainda encarnados.A morte não muda o amor. A distância não é impedimento para o carinho.Eles estão mais perto do que imaginamos, e neste grande ir e vir do planeta, logo mais estaremos juntos uma vez mais.Estaremos juntos lá, pois nunca sabemos quanto tempo ainda temos, ou mesmo aqui, lembrando que a reencarnação é uma das Leis maiores do Universo.Redação do Momento Espírita.11月23日 OFÍCIO PATERNOConta-se que um homem, ainda jovem, querendo saber o segredo de ser um bom pai, foi visitar um sábio que vivia numa alta montanha. Sendo recebido por ele, foi logo expondo o seu problema.- Estou aqui porque preciso da sua orientação. Não sei bem como lidar com meus filhos. Se sou severo com eles, acusam-me de ser ditador, se sou atencioso, gentil, tomam-me por fraco... Amigo, me diga qual é a melhor forma de criar os filhos!O sábio ouviu-o atentamente e limitou-se a entregar-lhe um cinzel e um bloco de madeira, dizendo:- Pega isso, filho, e leva contigo. Quando tiveres esculpido uma obra de valor, traga-a aqui e terás a resposta que procura.O jovem pai olhou-o surpreso. Não quis ser descortês com quem lhe dispensara um pouco do seu tempo e fizera a gentileza de recebê-lo em sua casa. Meio decepcionado, pegou o que o sábio lhe oferecia, levantou-se e saiu.Mais entristecido do que nunca, chegou em casa cabisbaixo. Os filhos logo o cercaram querendo saber para que serviam aqueles instrumentos. Ele se deixou envolver pela alegria contagiante das crianças e logo se viu sentado entre elas tentando esculpir na madeira.Passaram-se os dias, quase sem ele perceber. Conseguira concluir sua obra! Então, subiu novamente a montanha e, orgulhoso, apresentou ao sábio o resultado de seus esforços.Tomando a escultura nas mãos, o sábio observou e apreciou cada detalhe.- Muito bem, disse ele dirigindo-se ao pai. - Ao esculpir a madeira, como eram os golpes que você dava com o cinzel? Fortes ou fracos?- No início eu dava golpes duros, secos, desajeitados. Percebi que isso prejudicava a madeira.Mas fui aos poucos adquirindo prática e, então, fui aprendendo a golpear com menos força, a usar melhor o cinzel, a tirar somente as lascas que fossem necessárias. Aprendi a conhecer a madeira, a amar a obra. Conseguia visualizar quão bela seria mesmo antes de ela tomar forma.Aprendi a respeitar suas limitações, e as minhas, a saber que para cada obra é necessário um tipo de madeira, que é preciso paciência, cuidado com os detalhes, saber olhar. Aprendi que outros podem me ajudar, mas cabe a mim a tarefa de terminar. Aprendi a não esperar a perfeição, visto que meus próprios esforços são imperfeitos, e que muitas vezes ainda vou errar. Aprendi que, mesmo se houvesse um modelo a seguir, cada obra é única, não aceita imitação.Aprendi que a beleza já reside na madeira, minha função é apenas ajudá-la a vir para fora. Aprendi que por detrás de uma aparência rude, descuidada e até danificada, pode estar uma madeira nobre, precisando de reparos, que pode ser recuperada se souber trabalhar nela com carinho. Aprendi a olhar para dentro de mim mesmo, mas a não permanecer apenas lá. Aprendi que quanto mais perto de Deus me sentir, mais passo isso para o que estou fazendo. Aprendi que estou aqui para aprender mais do que para ensinar...- Muito bem, meu amigo, concluiu o sábio - Aprendestes o ofício paterno. Aprendestes a ser Pai!* * *Não deixe que seus medos tornem-se obstáculos no caminho dos seus sonhos, solte-se e deixe a alegria de viver moldar sua vida na proporção exata para atingir os fins, assim como esse pai aprendeu o ofício paterno.PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE* * *Este texto foi publicado também naRevista Espírita HARMONIA, nº. 17811月22日 OS PORTÕES DE CHEGADACada abraço daqueles guarda uma história diferente...Cada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua...Se você nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas – desconhecidos numa multidão - esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, não tenha medo de perceber da próxima vez, a magia de um momento, de um lugar.Falamos dos portões de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos notar claramente a presença grandiosa do amor.Invisível, quase imperceptível, ali ele está com toda sua sublimidade.Nas declarações silenciosas de um olhar tímido. No calor ameno de um abraço apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para explicá-lo.Na oração de três segundos elevada ao alto - agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente querido que retorna.Richard Curtis, que assina a produção cinematográfica de nome “Love actually” – traduzida no Brasil como “Simplesmente amor”, traz essas cenas com uma visão muito poética e inspirada.O autor oferece na primeira e última cenas do filme exatamente a contemplação dos portões de chegada de um aeroporto, e de seu belíssimo espetáculo representando a essência do amor.Ouve-se um narrador nos primeiros segundos, confessando que toda vez que a vida se lhe mostrava triste, sem graça, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles portões, e ali encontrava o “amor por toda parte”.Seu coração alcançava uma paz, um alívio, em notar que o amor ainda existia, e que ainda havia esperança para o mundo.Isso tudo pode parecer um tanto “poético” demais para os mais práticos, é certo.Assim, a melhor forma de compreender a situação proposta é a própria vivência.Sugerimos que faça a experiência de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si mesmo, seja na espera de aviões ou outros meios de transporte coletivos.Propomos que parta de uma posição mais analítica, de início, com algumas pitadas de curiosidade:“Que grau de parentesco possuem aquelas pessoas?” - “Há quanto tempo não se vêem?” - “De onde chegam?”Ou, quem sabe, sobre outros: “Que histórias têm para contar!” - “O que irão narrar por primeiro ao saírem dali? Sobre a família, sobre a viagem, sobre a espera em outro aeroporto?”Ao perceber lágrimas em alguns olhos, questione: “De onde elas vêm?” - “Há quanto tempo não se encontram?” - “Que felicidade não existe dentro da alma naquele momento!”Por fim, reflita:“Por quanto tempo aquele instante irá ficar guardado na memória!”. O instante do reencontro...Tudo isso poderá nos levar a uma analogia final, a uma nova questão: não seria a Terra um imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que não param, constantes, inevitáveis?Pensando nos portões de chegada na Terra, lembramos dos bebês, que abraçamos ao nascerem, com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.Choramos de alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes este choro é de gratidão pela oportunidade do reencontro.É um antigo amor que, por vezes, volta ao nosso lar através da reencarnação.Pensando agora nos portões de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.Mas este sentir poderá ser também feliz!Como o sentimento que invade uma mãe ou um pai que dá adeus a um filho que logo embarcará em direção a outro país, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem, de estudo, ou profissional.Choram sim, de saudade, mas o sentimento que predomina no bom coração dos pais é a felicidade pela oportunidade que estão recebendo, pois têm consciência de que aquilo é o melhor para ele no momento.* * *Vivemos no aeroporto Terra.Todos os dias milhares partem, milhares chegam.Chegadas e partidas são inevitáveis.O que podemos mudar é a forma de observá-las.Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. Os portões de chegada, do livro O que as águas não refletem, de Andrey Cechelero.11月21日 NOSSOS SONHOSVocê sonhou esta noite? Não se recorda?O que é o sonho? Ele é o produto da liberdade que goza a alma, que se torna mais independente pela suspensão da vida ativa.O sonho pode ser dividido em três categorias principais. O primeiro é o chamado sonho ordinário ou cerebral. É simplesmente o reflexo das impressões e imagens arquivadas no cérebro durante o período de vigília.Ao adormecermos, tais imagens se liberam sem direção consciente e então temos cenas indecisas, sem sentido, sem coordenação. E que permanecem na memória.Estados de sofrimento ou de doenças, facilitando o desprendimento do Espírito, aumentam ainda mais a incoerência e a intensidade dos sonhos. As impressões e imagens se chocam e se confundem.A segunda categoria se dá quando o Espírito flutua na atmosfera, sem se afastar muito do corpo. Mergulha no oceano dos pensamentos e imagens que rolam, de todos os lados, pelo espaço.Aí colhe impressões confusas. Tem estranhas visões. Sonhos inexplicáveis.Também pode, nesse estado, mergulhar no passado, rever acontecimentos desta ou de anteriores vidas.Esses sonhos, de uma infinita diversidade, conforme o grau de liberdade do Espírito, afetam sobretudo o cérebro físico. É por isso que deles conservamos a lembrança ao despertar.O sonho profundo ou sonho espírita se dá quando o Espírito fica mais livre do corpo. Desprende-se da matéria e vai ao encontro dos seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais.Também pode se encontrar, nesse estado, com outras almas, no momento encarnadas na Terra. Desses sonhos, o Espírito conserva impressões, que nem sempre afetam o cérebro físico.Mas se gravam na consciência e depois surgem, no transcorrer dos dias, como pressentimentos, intuições, etc.É por isso que o provérbio diz: A noite é boa conselheira.São também registrados, com frequência, fenômenos de premonição durante os sonhos.A mulher de Júlio César sonha com o assassínio do marido e tudo faz para que ele não vá ao Senado, naquele dia.Abraão Lincoln, Presidente dos Estados Unidos, sonhou que se achava em uma calma como de morte. Ouviu soluços. Percorreu várias salas e no centro de uma delas viu um corpo deitado, vestido de preto, guardado por soldados. Enorme multidão chorava.Quem morreu na Casa Branca? - perguntou. Um soldado respondeu: O Presidente. Foi assassinado. Pouco tempo depois ele morria assassinado.E os pesadelos? São produto dos nossos desejos, recordações ou experiências espirituais inferiores, devido a um estado mental conturbado.O maior antídoto contra os pesadelos é buscar manter o pensamento e a vontade ligados no bem. Uma boa vivência diária, uma boa leitura antes de dormir, oração sentida são excelentes recursos para termos bons sonhos.Ainda uma vez, quem vive o bem, também sonha o bem.* * *Os sonhos não são verdadeiros como entendem os ledores da sorte.É absurdo, pois, pensar que sonhar com uma coisa anuncia outra.As preocupações do dia podem dar àquilo que se vê em sonhos, a aparência do que se deseja ou se tem medo. É um efeito da imaginação.As interpretações supersticiosas, que pretendem relacionar os sonhos com jogos de azar e acontecimentos mundanos, devem ser repudiadas.Gasta-se com isso preciosos recursos e oportunidades da existência.Redação do Momento Espírita com base nos itens 400 a 412 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb; no cap. 13 do livro No invisível, de Léon Denis, ed. Feb e no cap. 30 do livro Conduta espírita, pelo Espírito André Luiz, psicografia de Waldo Vieira, ed. Feb.11月20日 Altruísmo
Luiz Moreau Gottschalk, um célebre pianista e compositor, visitando certa vez a cidade de Kingston, na Jamaica, entrou em um templo exatamente no momento em que se realizava um culto.O pastor falava a respeito da caridade. Pintava com imagens fortes o estado a que tinham ficado reduzidas algumas famílias de uns pobres náufragos perdidos, naqueles dias, durante uma grande tempestade no mar.O ministro usava toda a sua eloquência para comover o auditório, pedindo contribuições para remediar tanta desgraça.Eram crianças órfãs, sem alimento. Eram viúvas, sem abrigo. Eram mães idosas, sem ninguém mais que olhasse por elas.Comovido, o compositor acercou-se de um órgão, num dos ângulos do templo, sentou-se e deixou correr as mãos sobre o teclado.Uma melodia de sabor religioso, tênue, triste, apaixonada, que parecia um coro sublime, começou a envolver a assembléia.A suavidade da composição era tal que não impedia que todos continuassem a ouvir a voz do pregador que, dominado pela inspiração da música, ardorosamente foi tecendo imagens, evocando Jesus e a necessidade de amar o próximo.Finalmente, ele concluiu a sua fala, fascinado, como todos os circunstantes, pelas deliciosas harmonias que saíam do órgão.A música foi se perdendo em notas divinas e terminou. Então, o próprio pianista tomou seu chapéu, nele depositou algumas moedas, percorreu todos os bancos, recebendo dos presentes valiosos donativos.Quando chegou ao último banco, no fundo do templo, viu uma senhora muito idosa, alquebrada pelos anos, que trazia o rosto sulcado por lágrimas.Seria mãe de um dos náufragos? Uma viúva?Sem pestanejar, ele esvaziou o chapéu no colo da senhora e desapareceu, porta afora.* * *Onde anda a miséria? Por vezes, empreendemos campanhas a favor de necessitados a respeito dos quais ouvimos falar e que se encontram distantes de nós.Muito justo e meritório. No entanto é importante dar uma olhada ao nosso redor.Existem pessoas muito necessitadas, mas que sofrem caladas, constrangidas de expor as suas dificuldades. Por isso mesmo, ensina o evangelho que o verdadeiro homem de bem é aquele que vai ao encontro da necessidade, sem esperar que a miséria lhe bata à porta.Para isso, é preciso ter sensibilidade e voltar os olhos para os palcos do sofrimento.Mesmo porque existem criaturas que, por sua própria condição, sequer podem estender mãos para pedir, pois os braços estão paralisados.Há os que não podem erguer a voz para suplicar, porque a tem afogada na garganta, pelas lágrimas da dor que nunca cessa.Há os que desejariam alcançar alguém que os auxiliasse, entretanto, as pernas lhes impedem andar.* * *A obra do bem em favor de todos precisa de muitos braços e não exige títulos universitários ou recursos financeiros.Aguarda, simplesmente, a vontade em ação, um coração que sente, uma mente que idealiza, braços fortes que ajam, desde agora, antes que a fome se transforme em enfermidade e a carência em miséria extrema.Redação do Momento Espírita com base no artigo Altruísmode um grande músico, publicado no boletim semanalLuz do evangelho, de 10.03.2001.COMO SER AGRADÁVEL!Um jardineiro tratava com cuidado da propriedade de influente juiz de Direito.Pouco se falavam, e sua relação beirava a frieza.O juiz raras vezes se dirigia àquele empregado para transmitir alguma orientação mas, naquele dia, foi ao seu encontro para dar sugestões sobre onde plantar uma e outra árvore.As orientações foram passadas de forma direta, séria, sem rodeios e gentileza.Num determinado momento, mudando o rumo da conversa, o jardineiro disse:Sr. Juiz, o senhor tem uma excelente distração! Estive admirando seus lindos cães. Penso que o senhor já conseguiu vários primeiros lugares em exposições!O efeito dessa pequena dose de apreciação foi grande.Sim. - respondeu o juiz, esboçando sorriso orgulhoso. Os meus cães me servem de excelente distração. Gostaria de ver o meu canil?Passou quase uma hora mostrando-lhe os cães e os prêmios que eles tinham recebido.Ele mesmo foi buscar os pedigrees e explicou os cruzamentos responsáveis por tanta beleza e inteligência.Depois de um tempo, o juiz, de cenho já muito modificado, virou-se para o jardineiro e perguntou:Tem algum filhinho?A pergunta pegou o jardineiro de surpresa, pois nunca antes lhe havia sido feito um questionamento pessoal.Sim, tenho. - respondeu, timidamente.Bem, ele não gostaria de um cachorrinho?Oh, o seu contentamento não teria limites! - afirmou o homem com sorriso nos olhos.Pois bem, vou dar-lhe um. - disse o juiz.Então começou a ensinar como alimentar o cãozinho. Parou um pouco.Você esquecerá de tudo quanto eu lhe disser. É melhor que eu escreva.O juiz entrou, escreveu à máquina o pedigree e as instruções sobre alimentação e as entregou ao jardineiro, junto com o cachorrinho valioso.Gastou mais de uma hora de seu tempo explicando, ensinando, pois havia sido conquistado pelo comportamento agradável daquele homem simples.Analisando melhor toda cena, veremos que o jardineiro nada mais fez do que um rápido elogio, proferindo algumas palavras agradáveis ao outro.O juiz, sentindo-se valorizado, teve prazer em estender a conversa e ainda deixou brotar em si um sentimento de fraternidade, pensando no outro, em seu filho, terminando por lhe oferecer um presente.* * *Gentileza gera gentileza.Ser agradável contagia e derruba qualquer cenho carregado, qualquer mau humor momentâneo.Numa sociedade onde tantas palavras desagradáveis correm soltas aqui e ali, onde tantas reclamações e xingamentos incendeiam os ânimos e machucam as almas, faz-se importante aprender a ser agradável.Ser agradável sempre, independente da situação que estejamos vivendo, independente de como estamos sendo tratados e recebidos.Agindo assim filtramos o ambiente pesado do mundo, e espalhamos o perfume da fraternidade.Tal comportamento traz sempre frutos bons e surpreendentes pois representa, em sua essência, o amor.Redação do Momento Espírita inspirado no cap. 6, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.11月19日 Tudo é para o bemHavia um homem judeu de nome Mahum, que significa Também. Chamavam-no assim porque para tudo o que lhe acontecesse, por pior que fosse, ele afirmava, com toda convicção: Isto também é para o bem!Se a chuva lhe destroçasse o jardim ou a enxurrada lhe destruísse o labor da horta, repetia sempre: Isto também é para o bem.E, sem titubear, colocava-se no trabalho de reconstrução do jardim e da horta.Se a enfermidade o alcançasse, falava: Isto também é para o bem. Medicava-se e aguardava a recomposição das forças físicas, retornando ao labor incessante.Certa noite, Mahum precisou se deslocar até à cidade vizinha.Preparou seu burrico, que lhe seria o meio de transporte, o galo que funcionava como seu relógio e despertador, e uma lamparina para que lhe iluminasse o caminho.Ela deveria servir, inclusive, para que, antes de repousar no seio da floresta que deveria atravessar, pudesse se deter na leitura das escrituras.Noite alta e ele no coração da floresta. De repente, o óleo da lamparina derramou e ela se apagou. Ele ficou às escuras. Inesperadamente, o galo começou a passar mal e morreu. Não demorou muito e foi o burrico.O pobre homem ficou sozinho, na escuridão da floresta, em meio a ruídos estranhos e assustadores.Mesmo assim, afirmou sem medo: Tudo o que Deus faz é para o bem.Acomodou-se como pôde e dormiu.No dia seguinte, o sol o veio despertar, vencendo a fechada copa das árvores. Ele prosseguiu viagem a pé. Quando, muitas horas depois, chegou à cidade, seus conhecidos o olharam com espanto.Todos pareciam estar vendo um fantasma. Por fim, lhe perguntaram:Como pode você estar vivo? Soubemos que, ontem à noite, foram despachados soldados romanos à floresta, com o intuito de matá-lo!Foi então que Mahum explicou tudo que havia acontecido, concluindo: Se minha lamparina não tivesse apagado, o galo e o burrico morrido, com certeza estaria morto. Pois o clarão da lamparina, o zurrar do burrico e o cacarejar do galo denunciariam o local onde me encontrava.Bem posso continuar a dizer: "Tudo o que Deus faz é para o bem."* * *Quando a tormenta se faz mais violenta e as dores se tornam mais acerbas, é o momento de se ponderar porque elas nos atingem.O bom senso nos dirá sempre que razões poderosas existem, assentadas no ontem remoto ou no passado recente, porque a Divina Providência tudo estabelece no momento próprio e na medida exata.Deus é sempre a sabedoria suprema e a justiça perfeita, atendendo as mínimas necessidades dos Seus filhos, no objetivo maior do progresso e da redenção.Redação do Momento Espírita com base em texto doCorreio Fraterno do ABC, de maio/1998.11月18日 QUANDO CHORO MEU PAÍSQuando olho meu Brasil, tão vasto em território e tão pobre em amor dos seus filhos;Quando o vejo tão rico de sol, vida e luz e tantos dos seus filhos vivendo em condições precárias, onde lhes falecem o direito à saúde do corpo e da alma, pois que carecem investimentos governamentais específicos;Quando contemplo as manhãs brilhantes, gritando esperança, e observo os interesses de poucos sobrepujando o bem-estar de toda uma nação;Quando me dou conta de que o país é pleno de riquezas minerais, vegetais, hídricas, que são depreciadas;Quando percebo que há filhos de extraordinários dotes intelectuais, artísticos, do coração, nesta terra, e os vejo abandonarem estas fronteiras para conseguirem seu lugar ao sol em distantes terras, eu choro.Choro por saber que este país poderia ser o Eldorado dos milhões de seres que aqui vivem.Lamento ver criaturas esfarrapadas, quando poderiam estar vestindo a camisa do país, no verdadeiro sentido;Lamento ouvir queixumes, críticas e desaires a respeito de uma terra tão promissora e generosa.Nesse dia de dores, coloco o hino pátrio para ouvir, bem alto. E penso como seria bom se ele fosse mais ouvido, mais cantado, mais pensado, mais vivido.E, enquanto os versos musicais se sucedem, enaltecendo a pátria-mãe gentil, seus dotes físicos, a riqueza sem par destas matas, penso que é tempo de nós, brasileiros, despertarmos.É hora de sacudir a poeira do comodismo e lutar por um país mais justo, onde seus filhos vivam em plenitude.Onde seus filhos nasçam, com a certeza de que a mãe gentil lhes dará abrigo ao corpo, alimento ao Espírito.Um país onde se privilegie a instrução, não como algo demagógico, para ser acionado em momentos de estratégia política, mas sim com o objetivo de ilustrar as mentes privilegiadas que somos todos, na qualidade de Espíritos imortais.Um país onde se possa ostentar não somente as valiosas medalhas conquistadas no atletismo, no esporte, mas igualmente se coloque no peito dos que o servem com dedicação, as medalhas de ouro da gratidão.Um país onde Ordem e Progresso não sejam somente uma legenda na bandeira.Mas, sobretudo, uma meta gravada no coração de cada filho seu, nascido em sua terra ou adotado de distantes paragens.Tudo isso não é utopia.É possível no hoje e no agora. Será suficiente que cada um de nós ponha em prática sua condição de cidadão consciente dos seus deveres, de forma prioritária.Estudar, trabalhar, mostrando que filho desta terra, legítimo herdeiro das suas riquezas, somente é aquele que a dignifica com inteligência e suor.* * *Amemos nosso país, investindo na cultura, no bem, na justiça.Orgulhemo-nos do verde da esperança, do amarelo que traduz a intelectualidade, do azul da harmonia e do branco da paz.Nesse dia, ufanemo-nos, cantando:Verás que um filho teu não foge à luta,Nem teme, quem te adora, a própria morte.Ó, pátria amadaIdolatrada...És tu, Brasil.Redação do Momento Espírita.11月17日 A REAL DECISÃO DE MUDAREm uma grande cidade do Brasil, um garoto de oito anos crescia sob os cuidados do irmão, apenas dois anos mais velho que ele, pois os pais precisavam trabalhar o dia todo. Apresentava dificuldades na escola.Sua professora, ao invés de incentivá-lo a melhorar, expunha suas dificuldades à classe de maneira jocosa, e disse à sua mãe que ele não tinha mais jeito.O garoto, sentindo-se cada vez mais incapaz, repetiu pela segunda vez o mesmo ano escolar. Revoltado, assaltou a cantina da escola com um revólver de brinquedo que ganhara, sendo, a seguir, expulso da escola.Sem obrigações, passou a ficar na rua o dia todo e fez-se acompanhar de outros garotos desocupados. Começaram a assaltar pessoas, roubar carros e usar drogas.Alguns anos depois, alguns de seus colegas de crime perderam suas vidas em função de dívidas com traficantes. Ele teve a certeza de que seria o próximo.Com medo, procurou uma educadora que criara uma Fundação no bairro onde morava, e que ensinava atividades como idiomas e música a jovens carentes.Ela o aconselhou a sair das ruas, pelo menos por algum tempo. Para ajudá-lo a passar o tempo, emprestou-lhe um livro. Era o primeiro livro que ele lia em sua vida, e foi o suficiente para arrebatá-lo.Vieram, então, outros livros e a decisão de procurar um emprego. Na Fundação que o ajudara, conheceu outros jovens que estudavam para o vestibular.Conseguiu apostilas e passou a estudar no intervalo do emprego. Fez supletivo aos 21 anos e prestou vestibular para um curso de línguas em uma Universidade pública de renome. Foi recompensado.Ainda cursando a Universidade conseguiu voltar à escola de onde fora expulso: agora como professor de português.Depois de formado, seguiu os estudos ingressando na pós-graduação em Educação Social. Hoje, trabalha em uma entidade não governamental na região onde mora.Escreveu um livro sobre o assunto e deseja mostrar, com seu exemplo, que é possível mudar, que nada é irremediável.* * *O que o garoto fez para mudar o curso de sua jornada? O medo de perder a própria vida foi para ele um incentivo importante para mudar de rumo.Ele ouviu sua própria intuição que o levou a procurar ajuda no local certo. Encontrou alguém que acreditou nele, e o mais importante: ele realmente decidiu mudar.Como aquela educadora que o acolheu, há incontáveis pessoas e instituições que hoje se dedicam a auxiliar criaturas em situação econômica precária, drogaditos, presidiários, dando-lhes oportunidades.Mas, em toda e qualquer situação, o auxílio não muda realmente o indivíduo, a não ser que ele mesmo decida mudar.Reflitamos sobre as numerosas mudanças que decidimos fazer em nossas vidas, mesmo que pequenas, e que, muitas vezes não passam da vontade, diante do comodismo e dificuldades que criamos para não mudar.A história desse jovem nos serve de lição e de exemplo sobre a real decisão de se modificar e superar a própria condição.
Redação do Momento Espírita com base na reportagem O ladrão que virou professor, publicada no Caderno Cidades, do jornal “on line” estadão.com.br. 11月16日 PROJETO PARA HOJE
Hoje é o dia especialmente criado por Deus para a realização de um sonho. O seu sonho. Afinal, que idéias existem que você anda guardando secretamente?Qual o projeto ao qual você tem, nos últimos tempos, dedicado mais horas dos seus pensamentos?Pois hoje é o dia de, pelo menos, dar início às obras. Esse dia está para você hoje, como esteve uma manhã para Beethoven, quando acordou com as notas básicas da quinta sinfonia na cabeça.Apesar de já se dedicar ao seu talento, ele certamente não imaginava que 200 anos depois, quase todos os habitantes do planeta, mesmo crianças, conheceriam aquelas poucas notas que iriam se repetir durante toda a sua sinfonia.O dia de hoje está para você exatamente como esteve para Chopin na tarde em que, escutando o tamborilar de uma goteira na sacada de sua casa, correu ao piano e compôs uma valsa.É um dia com todas as horas semelhantes àquelas que levaram Michelangelo a esboçar o projeto de pintura da capela Sistina, em Roma. Projeto que levaria meses, sobre meses para ficar pronto.Projeto que lhe valeu quase a perda da visão e o deixou doente, pelas condições precárias de trabalho, tanto quanto pela posição incômoda que a pintura da abóbada exigia.Pense que todos os gênios e pessoas importantes da história da humanidade tiveram o mesmo tempo que você tem para colocar suas idéias em prática.Mesmo grandes pessoas de sucesso, que não estão nos livros de história da humanidade, vêm fazendo as coisas com o mesmo número de horas disponíveis que você tem.Naturalmente, cada pessoa vive dentro de uma circunstância. Mas, a partir de sua realidade, o que você vai fazer hoje para realizar o seu projeto pessoal?Ele pode ser grandioso e ser dirigido para muitas pessoas. Ele pode ser especial e ser dedicado a alguém em particular ou até a você mesmo.O seu projeto pode ser ter a coragem de apanhar o telefone e discar o número daquele amigo com o qual você se desentendeu e pedir-lhe desculpas.O seu projeto pode ser reatar um namoro, retornar para o lar, que você acabou de descobrir ser um ninho de aconchego.O seu projeto pode ser se matricular no curso de culinária, jardinagem ou de pós-graduação, de mestrado ou doutorado. O seu projeto pode ser uma viagem para o oriente ou a velha Europa, ou simplesmente até a casa de sua mãe para lhe dizer, sorrindo: “oi, como vai a velhinha mais amada do meu coração?”* * *Está no ar um novo dia. Programe já o que você vai fazer. O tempo está a seu favor.Use bem a sua inteligência, o seu talento, a sua força de vontade, a sua emoção.Este será um dia para você subir um degrau a mais na escada do progresso. Exatamente hoje, você pode criar as condições para chegar lá.Por isso, escolha bem os seus pensamentos. Não perca tempo com o que lhe traz aborrecimentos. Não perca tempo com maus pressentimentos.Eleve o pensamento à Deus. Confie Nele e na sua capacidade, e vá em frente.Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de texto sem menção a autor.11月15日 REALIZANDO SONHOS...A mídia falada, escrita, televisiva, vez ou outra, enfoca as lutas, agruras e conquistas de pessoas famosas.São astros da música, do cinema, da televisão que tiveram infância difícil, com ou sem pais, sem pão, sem abrigo.Alguns desses, bem sucedidos no momento, não esquecem suas origens e, recordando o sofrimento passado, se transformam em mãos abençoadas, distribuindo favores, atendendo necessidades.Outros, contudo, se transformaram em pessoas egoístas, que por terem sofrido muito, se acham agora em pleno direito de tudo usufruir, gozar. Esses, pensam somente em si.Quando recordam o passado, o fazem de forma amargurada, afirmando que tudo lhes é devido, tudo merecem, por terem padecido em anos passados.Mas, não são somente famosos que têm histórias interessantes.Existem pessoas anônimas, pelo mundo, que alcançaram êxitos ainda mais surpreendentes e frutos mais saborosos.A diferença é que não são focalizados pela mídia.São pessoas sem beleza exterior exuberante. Pessoas como a alagoana Rosa Célia Barbosa. pequena, metro e meio de fortaleza moral e vontade de vencer.Aos 7 anos, Rosa foi largada num orfanato, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Chorou durante meses.Toda mulher de saia que via, ela achava que era a sua mãe que a vinha buscar. Depois de um tempo, desistiu...Rosa Célia fez vestibular de medicina quando morava, de favor, num quartinho e trabalhava para se manter.Formou-se e decidiu se dedicar à cardiologia neonatal e infantil, quando estava no Hospital da Lagoa, no seu Estado de origem.Sem saber inglês, meteu na cabeça que teria que estudar em Londres, com nada menos que a maior especialista no mundo, Jane Sommerville.Estudou inglês e conseguiu uma bolsa. Em Londres, era gozada pelos colegas ingleses por causa de seu inglês ruim.Mas, quando acertou um diagnóstico difícil numa paciente escocesa, que examinou por oito horas seguidas, ela ganhou o respeito geral.Ao lembrar do fato, Célia, divertida, diz que o inglês da paciente era ainda pior do que o seu próprio.De Londres, Rosa Célia foi direto para Houston, nos Estados Unidos, como escolhida e convidada.Foi então que descobriu estar grávida. Pediu 24 horas para pensar e optou pelo filho, retornando para o Rio de Janeiro.Todo ano viaja para estudar. Passa, no mínimo, um mês no Children´s Hospital, em Boston, Estados Unidos, trabalhando 12 horas por dia.No Rio de Janeiro, abriu consultório, reassumiu seu lugar no Hospital da Lagoa e já mereceu destaque em reportagem que apontou os melhores médicos daquele Estado.Chefia um sofisticado Centro Cardiológico, onde são tratados casos limite, histórias tristes.Hospital privado, caríssimo. Mas ela achou um jeito de operar ali crianças sem posses.Criou uma ONG, consegue dinheiro com amigos e empresários e já conseguiu que fossem atendidas 500 crianças. 120 foram operadas.Rosa Célia não tem fotos na mídia, nem brilha nas passarelas da moda.Talvez nunca sua vida se torne um filme e diga ao mundo o que ela fez.Mas ela sabe e tem certeza de que alcançou o seu sonho: Sonhei a vida inteira, diz ela. E consegui. Não importou ser pobre, ser órfã, ser mulher, baixinha, alagoana. Eu consegui.Rosa Célia, um exemplo de quem perseguiu um sonho e o tornou uma feliz realidade.Um exemplo para seguir, para insuflar coragem de lutar, para afirmar a muitos de nós que não devemos desistir dos nossos sonhos. Nunca.* * *Conquistas, sem amor, são efêmeras. Quando a criatura se reveste de amor, esparze, enquanto se felicita pelas metas alcançadas, júbilos e bênçãos ao seu redor.Ama, pois, sonha e sê feliz, porque onde quer que esteja, a criatura humana é o grande investimento da Divindade.
Texto da Redação do Momento Espírita com base em crônica de Arnaldo Jabor, intitulada Dra. Rosa Célia Barbosa x Galisteu. 11月14日 Driblando a dorMais de uma vez me recordo. Na infância, quando eu reclamava de alguma dor e como se costuma dizer fazia corpo mole para não cumprir alguma tarefa, escutava a história outra vez.Certa vez, a dor veio visitar a Terra. Vestiu-se de forma adequada e chegou a uma casa pobre. Havia crianças, uma mulher cansada de tantos afazeres e um homem marcado pelas horas de trabalho exaustivo.A dor gostou do lugar e se aninhou no dedão do pé direito daquele pai de família. Naquele dia, quase noite, ele se recolheu e nem deu muita atenção para a tal da dor porque o cansaço era maior do que ela.Mal despertou a madrugada o homem acordou, pulou da cama e começou a se preparar para sair.Não desejando despertar as crianças e a esposa, ele se ergueu no escuro e logo bateu o dedão num brinquedo esquecido no chão.Ai, disse ele baixinho. Ui, que dor!Acariciou o dedo dolorido com a mão calosa e enfiou o pé no calçado. A dor lhe deu uma espetada. Afinal, ela não estava gostando nada de ficar ali, apertada.O homem, responsável, saiu mancando. O dedo latejava. Ele sentiu a dor diminuir um pouco quando tirou o pé do calçado, no trajeto que fez de ônibus.Contudo, logo mais chegou ao destino. Calçou o sapato e andou.Assim foi o dia inteiro. A dor reclamando, o homem sentindo mas dizendo: Eu preciso continuar. Não posso perder este emprego. Meus filhos dependem de mim.E tudo acontecia. Ora o dedão topava na quina de um móvel, ora o sapato apertava mais, ora...A noite surpreendeu o homem na labuta, suando, trabalhando. A dor já não aguentava mais.E, quando ao ir para casa, o dedão topou numa pedra do caminho, foi o fim. A dor ficou muito zangada e disse: Vou embora. Este homem não sabe me tratar bem.E lá se foi. Perto dali, ela encontrou uma casa muito bonita, confortável e entrou.Um homem estava largado no sofá da sala, assistindo televisão. A dor gostou de tudo que viu e se instalou no dedão do pé.Ai, gritou ele. Que coisa esquisita. Que dor terrível!Já providenciou uma almofada para acomodar o pé. Ao recolher-se para dormir, enfaixou o local e no dia seguinte, fez repouso.E no outro, e no outro.A dor adorou aquele tratamento vip e tomou uma resolução: Não saio mais daqui!* * *Quando a história terminava, eu já sabia que teria que dar conta das minhas responsabilidades.Era a forma de minha mãe me ensinar que eu devia ser forte; que pequenas dores deviam ser suportadas e de forma alguma serem motivo para não se cumprir as obrigações.Essa atitude serviu para me tornar alguém com maior capacidade de suportar reveses e dificuldades.Quando tudo parecia conspirar contra mim e eu tinha vontade de desistir, lembrava da história da dor. E retomava a luta.* * *A dor física é sempre sinal de que algo não está bem no organismo. O bom senso nos diz que se deve procurar auxílio médico para a adequada verificação do que seja, antes que o mal avance.No entanto, pequenos incômodos levam algumas pessoas, por vezes, a logo optarem por ausências na atividade profissional e descumprimento de suas obrigações.São desculpas, fugas com vistas a se furtar ao dever.Pensemos nisso e não nos permitamos entregar por pequenas coisas.Afinal, quem aprende a bem administrar pequenas questões físicas angaria fortaleza moral para eventuais dificuldades orgânicas graves que possa vir a ter e, mesmo, fortalecimento para as dores morais que tenha que enfrentar.Pensemos nisso.Redação do Momento Espírita. 11月13日 PerseverarSabendo da dificuldade que há no exercício do perdão, Pedro, o Apóstolo, pergunta a Jesus quantas vezes é necessário tal exercício, em relação ao próximo.A resposta de Jesus convida-nos a um exercício constante, pois que o Mestre propõe que o perdão seja exercitado infindas vezes, representado na expressão de setenta vezes sete vezes.O que Jesus dá a entender com essa expressão é que bons hábitos, assim como os menos nobres, se incorporam no nosso cotidiano através da insistência, da repetição, do exercício contínuo.Alguém que consiga perdoar quatrocentos e noventa vezes, como aconselha Jesus, certamente, já terá incorporado o hábito de tal forma, que difícil lhe será não perdoar nas oportunidades seguintes.Assim se dá com todos os hábitos saudáveis, positivos, bons, que queremos incorporar na nossa intimidade emocional.Ninguém se transforma do dia para a noite, nem se santifica em breves momentos, apenas porque aceitou conceitos novos ou amadureceu valores de uma forma positiva.Qualquer pessoa que decida se tornar melhor, precisa de uma companheira inseparável: a persistência.Imagine-se querendo libertar-se da dependência do tabaco. Por mais que a decisão esteja tomada, por mais que o auxílio médico e terapêutico seja requisitado, sem a persistência no intento, não haverá sucesso.Com os maus hábitos morais ocorre da mesma forma. Se desejamos nos tornar uma pessoa menos egoísta, ou menos orgulhosa, ou ainda, se o que nos incomoda é o fato de sermos muito arrogantes e gostaríamos de mudar a forma de agir, a persistência nos será desejada companheira.Toda mudança exige esforço, energia, investimento. E é natural ainda que, ao percorrer a estrada para novos rumos, aconteçam tropeços, sintamo-nos um pouco perdidos ou, às vezes, até uma pontinha de arrependimento... Afinal, antes era tão mais fácil, pensamos...Nesses momentos, a perseverança será a ferramenta a nos empurrar à frente, a nos estimular o continuar da marcha, a dar a coragem para insistir no processo de mudança, de melhoria, de vir a ser.Sempre haverão aqueles a nos desestimular o progresso. Pigmeus morais que o são, não tendo coragem de mudar a si, se incomodam em ver que outros se esforçam, tentam melhorar.Como não têm coragem de fazê-lo, não querem que outros o façam.* * *Não nos deixemos levar pelo pessimismo de uns ou pelo desencorajamento de outros.Toda mudança para melhor é desejo de Deus para conosco, pois como nosso Pai, deseja o melhor para Seus filhos. Mas como Pai amoroso, sabe que deve partir de cada um de nós a iniciativa e o esforço para sermos melhores.Persistir no bem, insistir no esforço da melhora pessoal para que o bem ganhe espaço em nossa intimidade é investimento sábio a que todos devemos nos dispor, o quanto antes.Somente através do esforço pessoal e individual é que conseguiremos trilhar o caminho para a construção da felicidade em nossa intimidade, quando sentimentos de baixa conta cederão espaço para luz e paz na nossa estrutura emocional.
Redação do Momento Espírita. 11月12日 A LEALDADE IGNORADAUma das mais belas qualidades humanas é a lealdade. Quanta grandeza em saber reconhecer um benefício com gestos de fidelidade.Mas não é isso o que vemos sempre pelo Mundo. Muito pelo contrário.O mais freqüente é encontrarmos por toda parte o desamor como pagamento àqueles que estendem a mão em auxílio ao próximo.Quantas vezes vemos amizades e famílias desfeitas, boas lembranças esquecidas. Tudo em nome da deslealdade, que nada mais é do que uma forma de ingratidão.Assim, vale a pena refletirmos sobre a natureza do que é desleal. Quem agiria assim? Quem seria capaz de pagar um benefício com uma traição? E por que razão faria isso?Vamos responder por partes. Desleal costuma ser a maior parte da Humanidade em algum momento da vida.Dificílimo é encontrar alguém que sempre age corretamente, que pauta seus atos pela extrema correção, em todas as ocasiões.Por outro lado, as razões que levam à deslealdade são sempre baseadas no egoísmo. O egoísta não se preocupa com o bem-estar do outro. Para ele, seus interesses vêm em primeiro lugar.Por isso, o egoísta não se envergonha em atraiçoar aquele que lhe estendeu mão amiga. Movido por interesses financeiros, por orgulho ou vaidade, não hesita em dar as costas para um amigo ou um ser querido.E o que é alvo de um gesto de deslealdade - o que deve fazer?Antes de tudo cabe não julgar. O desleal é alguém doente. Não um doente do corpo, mas um doente da alma, a quem nos cabe perdoar.Perdoar? Sim, perdoar. Costumamos afastar de nosso dia-a-dia a prática do perdão.Falamos tanto em perdão e enaltecemos seu valor na hora da provação.Mas, basta que alguém nos fira, para imediatamente esquecermos tudo o que costumamos falar sobre a necessidade de perdoar o próximo. É uma conveniência.Assim, diante da deslealdade, recordemos Jesus, que nos ensina a não resistir ao mal. Suas palavras nos convidam a pagar o mal com o bem, a oferecer a outra face, a perdoar constantemente.O valor do perdão é maior quanto mais grave é a deslealdade. Quando o desleal é uma alma querida, a quem sempre oferecemos o melhor em termos de amizade.Uma fórmula preciosa para esses instantes é recorrer à prece. A oração balsamiza a alma, acalma o coração, ilumina os dias.Se o coração do que é agredido está sereno, ele está liberto.E o outro? Ah, a questão não é mais entre um e outro. A questão é entre Deus e cada um de nós. O outro? A questão é entre ele e Deus.De nossa parte, devemos nos preocupar única e exclusivamente com a nossa consciência perante as Leis Divinas. Se estamos em paz, tudo está bem.Isto, acredite, é também um exercício de desapego. Não contabilizar benefícios faz parte da essência da verdadeira caridade.Se fizermos um bem a alguém, devemos fazê-lo por amor a Deus, pelo prazer de ser bom, pela alegria de ver os outros felizes.Fazer o bem simplesmente, sem esperar recompensa, sem aguardar retribuição.Foi isso o que Jesus nos ensinou.Pense nisso!Redação Momento Espirita11月11日 AJUDA DOS CÉUSA garota de pernas longas e ossudas, cabelo crespo e bochechas cobertas de sardas, voltava para casa de bicicleta.Distraída, pensava em que teria feito sua mãe para o jantar. Ao virar a esquina, um carro surgiu ao lado, com dois jovens dentro.Ela pensou se tratar de amigos de seu irmão. O que estava no banco do carona se inclinou para fora da janela, em sua direção.Ele tinha cabelos longos e parecia com seu irmão Michael.Ele sorriu e perguntou se ela não desejava uma carona até em casa.Não, obrigada – respondeu. – Moro logo ali, depois da esquina. Estou quase chegando.Ele insistiu: Vem. Vai ser divertido. Vem dar uma volta com a gente.Ela olhou em torno. Não havia ninguém. Nenhum carro passando. A rua estava vazia.Começou a sentir um mal-estar, mas não conseguia se mexer. Parecia estar hipnotizada.Nesse instante, uma voz soou em seu ouvido. Ou, ao menos, ela pensou que fosse em seu ouvido.Corre! Se manda.Imagens de sua casa começaram a piscar na mente na menina de 11 anos.Despertou da paralisia que o medo lhe provocara e pedalou o mais rápido que pôde, em direção à sua casa.O carro se afastou na direção oposta.Chegou em casa com dor no peito, por ter prendido a respiração e pedalado com tanta força.Tremendo ainda, correu aos braços de sua mãe, contando o que acontecera.Infelizmente, como fazem muitos pais, ela não deu maior importância àquilo que fora uma tentativa de seqüestro infantil.Mas o comando daquela voz salvara a garota.O episódio a marcou profundamente. Mais de vinte anos passados, ela recorda da cena em todos os detalhes.Naquele dia, ela lembra ter prometido a si mesma que, ao crescer, faria algo para proteger as crianças de agressores.Não sabia direito como, mas tinha certeza de que, um dia, se dedicaria a essa causa.Pensou em ser advogada e juíza, para distribuir sentenças severas a pessoas que maltratavam crianças.Adulta, ela ajudou a criar um sistema de alerta a rapto de crianças no Estado do Arizona, onde reside.Mas, a grande certeza que guarda do episódio, é de que naquele dia aterrorizante, aos 11 anos de idade, havia um anjo em seu ombro.O anjo, tanto a protegeu naquela tarde quanto, diz ela mesma, a colocou no caminho que deveria seguir na vida adulta.Traçando perfis de criminosos para a polícia, auxiliando na captura de raptores, ela se sente gratificada.Mais ainda, quando suas palavras podem aliviar a dor dos parentes de uma vítima, retirando um peso de seus corações.* * *Poucos nos damos conta do quanto somos protegidos. Isso porque a proteção é sutil.As idéias brotam como uma intuição e quase sempre as creditamos à conta de nós mesmos.Atravesse a rua. Siga por aquele caminho. Olhe para trás.Por vezes, o socorro é providenciado através da interferência feliz de um parente, amigo, ou até um desconhecido.Alguém que chega e nos sugere algo. Alguém que passa e nos socorre.Pense nisso e fique atento à ajuda que os céus lhe remetem todos os dias, aprendendo a ouvir com lucidez e ser grato.
Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. 3 do livro Não é preciso dizer adeus, de Allison Dubois, ed. Sextante. |
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