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ONDE FOI PARAR A TERNURA?
(Redação do Momento Espírita. A frase entre aspas é do livro Repositório de Sabedoria vol II, Matrimônio.) VOCE SENTIRÁ SAUDADES?
Um famoso pensador, ao ser entrevistado, afirmou que uma das perguntas de maior teor filosófico que mais o fez pensar nos últimos tempos, tinha vindo de sua filha, uma menina de poucos anos de idade.Afirmava o entrevistado que, certa feita, ao dar o beijo de boa noite para sua pequena, ela o surpreendeu com a seguinte pergunta: Pai, quando você morrer, irá sentir saudades de mim?A pergunta da menina, longe da ingenuidade infantil, traz no seu bojo profundos questionamentos filosóficos. Você mesmo já se surpreendeu pensando naqueles que lhe antecederam na viagem de retorno ao mundo espiritual?Já se perguntou onde estarão eles? Sentirão saudades de mim?Ou já pensou em algum momento: Como pode o manto da morte ser capaz de destruir sonhos, romper laços fraternos, separar aqueles que se amam?E já se questionou se aqueles a quem queremos bem, que nos são caros ao coração, que convivemos anos a fio, compartilhando anseios, dúvidas, desafios, medos, com a morte ficam irremediavelmente afastados de nós?É comum dizermos: Perdi meu pai, ou Perdi meu filho, quando esses se vão com o fenômeno da morte. Será verdade que os perdemos?A razão nos diz que não. Como pode a morte vencer os laços construídos ao longo dos dias, dos anos, feitos no olhar, na dedicação, na cumplicidade, no compartilhar de dores e felicidades?Como pode o fenômeno biológico vencer os sentimentos verdadeiros, que nascem nos refolhos da alma e são guardados no coração?Pensar dessa forma é imaginar que Deus pouca importância daria para o amor. Afinal, de que valeria amar alguém, se isso tudo nos levaria ao nada?Já que a morte do corpo é inevitável, inevitável seria então perder nossos amores.A lógica nos conduz ao entendimento das Leis de Deus, a nos explicar que os laços de amor vencem as distâncias provocadas pelo tempo e pelo espaço.Aqueles que se amam, onde estiverem, continuarão se amando, mesmo que momentaneamente apartados.E é isso que a morte do nosso corpo físico nos provoca. Temporariamente, ficamos apartados daqueles a quem amamos.No entanto, logo mais, em um tempo que a vida nos dirá, nos reencontraremos, com as saudades daqueles que, após longa viagem, se reencontram para reviver o carinho, afeto e sentimentos que sempre existiram.Quem parte de retorno ao mundo espiritual, pelo fenômeno da morte do corpo físico, é alguém que nos antecede na viagem de volta.Como nos ama, de lá fica nos aguardando, para um reencontro inevitável. Naturalmente sente saudades como nós, sente nossa falta, como sentimos nós a dele.* * *Quando a saudade dos amados apertar nosso peito, que nossos pensamentos sejam de carinho, com a certeza de que nos encontraremos.Aguardemos sem revolta pois afinal, dia desses lá estaremos nós, a revê-los, no retorno que também faremos ao mundo espiritual.Redação do Momento Espírita.Em 09.06.2009.Quem Ama…
(Alexandre de Jesus) PACIÊNCIA E VIDA
Tudo é obra de paciência, nos domínios da Natureza. A água de que te serves atravessou numerosos obstáculos até que borbulhasse na fonte. O fruto que saboreias é obra-prima da vida, associada à abnegação do pomicultor que lhe seguiu, dia-a-dia, o desenvolvimento e a maturação. Quanto tempo haverá despendido a Criação na estrutura do solo em que se te situa a existência? Quantos dias foram gastos pela natureza, a fim de que usufruas o corpo em que habitas? Em toda parte, se analisas a vida que te cerca, através da luz que a meditação nos acende no íntimo, surpreenderás a paciência agindo e servindo. Pensa nisso e usa a serenidade construtiva seja onde for. Se dificuldades te visitam a estrada, procura superá-las sem precipitação. Se provações te vergastam, continua nas tarefas que o mundo te confiou, lembrando-te de que a paciência age construindo sempre. Quando as crises da jornada humana te surjam inevitáveis, não recorras à violência ou à rebeldia. Acalma-te, trabalha e espera, recordando que a paciência no engrandecimento da vida é a força essencial no trabalho de Deus.
De “Neste instante”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel Voce que se diz cristão…Voce que se diz cristão, pergunte-se a si mesmo há quanto tempo não visita um barraco, não vela a dor de um enfermo que não seja seu parente, não se aproxima de um miserável nas bordas dos lixões de sua cidade. Voce que sonha tanto com a ajuda de Jesus, há quanto tempo tem deixado Jesus sozinho nos ambientes sórdidos da miséria? Quantas vontades pessoais você deixou de realizar para fazer apenas um dos desejos do Cristo? Pense, sem medo de se envergonhar, há quanto tempo você não faz alguma coisa a mais do que dar alguns trocados para ajudar, há quanto tempo se limita a dar cestas de alimentos a instituições sem levá-las aos famintos, há quanto tempo não vê uma criança pobre com o nariz escorrendo pedindo seu lenço há quanto tempo só se limita a rezar em templos, em centros espíritas, a conversar com entidades, a esclarecer obsessores, a fazer da sua fé, apenas um momento limpo e perfumado, nos ambientes protegidos das instituições religiosas, em cerimônias suntuosas ou barulhentas. Quando precisamos de Jesus sempre o localizamos. No entanto, por que, quando ele precisa de nós, raramente nos encontra e quando nos acha, nunca estamos disponíveis? Como desejamos encontrar Jesus se dificilmente andamos pelos mesmos caminhos que Ele anda, carregando a nossa cruz sem reclamar e ajudando os que precisam? Isso não é ser cristão. É apenas fantasiar-se de... Para os sepulcros caiados por fora, mas podres por dentro, haverá sempre pranto e ranger de dentes. Agradeço a sua visita!
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